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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

21
Set21

Um post!


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ʚ Aquela pressão de fazer um post sem ter nada sobre o que escrever... Sabem?

Ahhhh, mas não te vás embora daqui, tenho tanta coisa para te contar!

ʚ Vem comigo, que tenho de escrever um post!

"Ganha juízo, Joana!", já dizia a minha mãe. Mas qual? Onde vou buscar disso? 

Tenho o cérebro a dar um nó e ainda nem uma palavra de jeito escrevi.

Vamos lá, querida noz, aí em cima, por baixo dessa grande cabeleira despenteada, põe-te a trabalhar, dá-me um tema importante, um tema urgente!

Há regras para cumprir, tempos para acertar, criatividade para extrair e... Puff!

ʚ Pressionada por fazer um post, para vocês não me fugirem, para não se esquecerem de mim. Pressionada por fazer um post com sentido, com princípio, meio e fim. Pressionada por fazer um post segundo as novas dicas do curso de escrita criativa. Fazer um post importante, que vos faça ficar por perto. E no fim, que vos trago hoje? Absolutamente nada! Têm dias assim? 

ʚ Quero acreditar que, desse lado existe quem realmente goste de me ler, que se conecte comigo, que sinta da mesma forma que eu, mesmo quando as palavras me fogem para conseguir chegar até vós.

"Para quê ter juízo, minha mãe?", se este mundo anda louco como eu!

 

P.S - Perder tempo a ter juízo? Prefiro perdê-lo!

P.S nº2 - E depois demorar um pouco para o encontrar! 

 

16
Ago21

Um Adeus


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Os ciclos começam-se, decorrem e encerram-se. Aceitam-se os encerramentos, para novos ciclos se iniciarem. E assim é a lei da vida. A mãe natureza.

Hoje sinto o sabor da morte de uma forma diferente. Mais aguçado, mais espinhoso. Vou percebendo como a vida é frágil, muito mais para os que têm o corpinho coberto de penas. E eu amei-o tanto, tanto, como se tivesse o coração fora do peito, transportado para aquele corpinho esguio cheio de penas aveludadas. Verdes e laranjas, da cor da papaia.

De uma alma aventureira, o Shelby, era rebelde, curioso e meigo. Espero que encontre outro corpo físico que lhe faça valer toda aquela alma valente e espevitada.

Recordo-o com uma saudade que me queima o peito. De um ardor capaz de voltar o tempo atrás só para o sentir mais por uns momentos. Aquele macio, o calor do seu corpinho no meu.

Era notável o quanto nos amava e o quanto era um passarinho sortudo e feliz. Onde o coração tinha a liberdade de pousar onde quisesse. Só lhe faltava falar para nos dar a certeza do que era tão evidente.

Hoje sinto o sabor da morte, frágil, rápida, voraz. A lei da vida. Uma dor amarga, difícil de encarar.

11
Ago21

Poesia


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Se eu não fosse corpo,

Seria poesia.

Trocava a pele por palavras,

A carne por melodia.

 

Se eu não fosse matéria,

Queria ser poesia.

No lugar dos cabelos, tinha linguagens

Na ponta dos dedos, cortesia.

 

Se eu não fosse um ser vivo,

Então, sim, seria Arte.

Despia-me das banalidades

E seria Poesia por toda a parte.

02
Mai21

De louvar existirem seres como tu na Terra


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Nasceste a achar que a felicidade dos outros depende de ti. Carregas isso às costas, com muito sacrifício. Sacrifício. Sacrificas a tua própria felicidade em prol dos que amas. Mesmo tendo perfeita noção disso, continuas. Num masoquismo a que estás habituado e que é o teu estado usual, o confortável, onde aprendeste a morar.

De louvar existirem seres como tu na Terra.

Vives para ver sorrisos à tua volta, dependendo o teu sorriso disso.

Com um sorriso tão bonito e genuíno, que podia ter mais vezes vida própria, vive atrelado a vontades alheias, a privilégios  que são de todos, menos teus. Num sorriso tão altruísta, que o torna ainda mais mágico.

Com o mundo às costas, não só o teu, mas o de todos. Vives a felicidade dos outros como sendo responsabilidade tua. Não é. Ensina-os a saberem ser felizes com o muito que levam dentro. São dependências que não vais conseguir suportar a longo prazo.

Tens medo de falhar. Quem não teria? Com tantos encargos. Esqueceste que só vives esta vida e que é vivida pelo teu corpo, pela tua essência, não através dos outros.

E vais falhar. Mas tu sabes que não falhas. E por não gostares de falhar, intensificas ainda mais o teu estado de alerta, prostração e de inquietação. Que te desgasta, que te deixa exausto.

De louvar existirem seres como tu na Terra, ainda assim, gabo-te a coragem, a determinação e, mais que tudo, o custo.

Vives sobe a benevolência do que é o amor e não vives o amor em si. Numa sabedoria de saber dar demais sem deixar receber. Porque, ainda assim, achas-te pouco merecedor de o receber. Um sufoco que poucos aguentariam. Um sufoco cheio de expectativas voltadas na tua direção, que entopem o canal de entrada, o de receber.

No meio de tanto aperto, aprendeste a ser forte, a ser perspicaz, a ser os que os outros precisam que sejas. E esqueceste-te que ainda vives dentro de ti. Esqueceste-te que existes e que tens tanto potencial camuflado por todas essas camadas de tarefas pesadas que te sentes condenado a carregar.

Não sei quem te incutiu tamanhas responsabilidades. Acredito que sempre te sentiste capaz, porque sabes que és. Mas dá medo ser tanto para tantos. Dá medo colocar tanta energia e foco nos outros e achares que não é retribuída da mesma maneira. Porque cada um dá o que pode/consegue/quer dar. E tu, por dares tanto, por reconheceres em ti tamanho sacrifício, assumes que a retribuição nunca será suficiente.

Tratas com tanta delicadeza e compaixão os que amas e esqueceste, com a mesma delicadeza e compaixão, de te amar a ti. O amor por ti, esse sim, deveria ser suficiente, se reconhecesses o mesmo talento e mestria que eu distingo em ti.

Ainda assim, é de louvar existirem seres como tu na Terra.

 

📸 por Catarina Alves: @Freezememories_

 

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