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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

28
Nov21

Ela


 

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São os olhos dela que fascinam o mundo ao seu redor em tudo onde tocam. São de um verde água, ás vezes, um verde que se confunde com os tons da floresta. Se não os olhos, quase translúcidos de lhe conseguir analisar a alma, é o seu discernimento que lhe dá um tom acolhedor. A sua delicadeza de olhar o mundo de uma forma leve e graciosa.

Tive a sorte de lhe sentir a alma, numa amizade já de longos anos, mas se tivesse de a comprar facilmente me endividava. É fácil de nos apaixonarmos, pelo coração sementado de flores que brotam e crescem desmedidas e ela nem se dá conta. De uma natureza forte e equilibrada, ela sorri com o coração, ama de forma tão inconsciente e natural, como se o amor fosse a sua religião.

É a minha pessoa, a que me ouve sem julgar. De uma escuta como se pusesse o coração dela no meu peito e os seus pés nos meus sapatos. Um espaço criado entre nós, onde o julgamento não existe. Uma compreensão sem fim enlaçada numa perspicácia veloz.

Danada para a brincadeira, ela ri e diverte-se como se ainda vivesse com ela a Sofia de 8 anos que conheci. Inocente, virtuosa e descontaminada das feridas que o passado lhe ferraram.

Até no mau humor, lhe ressalta o humor. Dias que tem de se refugiar para redescobrir o seu sabor. E, nesses dias, ela torna a crescer e volta mais resistente para dar o melhor que leva dentro. Sendo o melhor, a Sofia de uma super conexão com o seu intimo, numa luz que não tem preço.
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👉🏻 Um desafio proposto “propaganda à tua melhor amiga”
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P.S 1 - Escolhi a “Sofia”, mas poderia ter escolhido um role de amigas, que são tão importantes quanto ela.
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P.S 2 - Às demais, não fiquem com ciúmes, está bem? 😅 têm um lugar quentinho no meu ❤️

16
Ago21

Um Adeus


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Os ciclos começam-se, decorrem e encerram-se. Aceitam-se os encerramentos, para novos ciclos se iniciarem. E assim é a lei da vida. A mãe natureza.

Hoje sinto o sabor da morte de uma forma diferente. Mais aguçado, mais espinhoso. Vou percebendo como a vida é frágil, muito mais para os que têm o corpinho coberto de penas. E eu amei-o tanto, tanto, como se tivesse o coração fora do peito, transportado para aquele corpinho esguio cheio de penas aveludadas. Verdes e laranjas, da cor da papaia.

De uma alma aventureira, o Shelby, era rebelde, curioso e meigo. Espero que encontre outro corpo físico que lhe faça valer toda aquela alma valente e espevitada.

Recordo-o com uma saudade que me queima o peito. De um ardor capaz de voltar o tempo atrás só para o sentir mais por uns momentos. Aquele macio, o calor do seu corpinho no meu.

Era notável o quanto nos amava e o quanto era um passarinho sortudo e feliz. Onde o coração tinha a liberdade de pousar onde quisesse. Só lhe faltava falar para nos dar a certeza do que era tão evidente.

Hoje sinto o sabor da morte, frágil, rápida, voraz. A lei da vida. Uma dor amarga, difícil de encarar.

26
Ago20

Novelo de lã


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Um novelo de lã envolve-nos.

Duas amigas que o tempo gostou de ir enrolando, bem apertadinho. Aqui e ali, a vida tornou-nos em algodão 100% amizade. Às vezes tricot, crochet, às vezes saudade, fazemos do novelo um lar, doce lar.

Somos duas, num novelo de várias cores, das cores que fizeram os nossos sorrisos, das cores que fizeram as nossas lágrimas também.

Em lã quentinha que nós a tornamos, criámos um novelo. Um novelo que envolve dois corações, num rolo bem sincronizado. De tão ajustado que não se desfia, só se desenrola para fazer arte. A arte onde moram as nossas vivências, numa amizade que não se desmancha, puxes o fio que puxares.

 

Imagem por: Catarina Alves - Freezememories_

15
Ago20

A catarina


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Catarina, nome de princesa. Vivia de vestidos, mimos, bonecas e vestia-se de Amor.

Olhos amendoados, pele macia e um queixo bem vincado. Era envergonhada, mas destemida, a catarina tem nome de princesa e vestidos de xadrez.

Cresceu, tão juntinha a mim, destemida, cresceu e eu nem dei conta. Daquelas companhias para a vida, juntinha a mim, absorveu tudo o que era coragem, ousadia e levou a rebeldia debaixo da língua, como quem guarda cartas na manga. A valentia, essa, levou-a no bolso, para qualquer eventualidade.

Ela, com nome de princesa, é agora a mulher mais audaz que conheço. Encharcou-se em dignidade que fez dela um ser único, a consciência, ela bebeu-a de penálti, só para saber sê-lo em toda a sua plenitude.

Vive na sombra de um pai conservador, que queria uma filha singela. Pelo meio dos conflitos de amor, do pai ela soube que a liberdade tem um preço, o preço, que por entre os valores morais aprendidos, lhe custou a honestidade. Aprendeu tudo isto com o pai, da maneira mais difícil. A catarina com nome de princesa, é honesta mas danada nos anos da adolescência!

A mãe dá-lhe goles de sobrevivência, só para lhe sacar os sorrisos, quer ve-la viver a vida, na aspiração de ser a sua melhor amiga leal e para a eternidade.

Mas a Catarina vive de sorrisos fáceis, tão fáceis que se lhe criaram covinhas à entrada de cada sorriso. Numa harmonia que enche qualquer sala, às vezes, desejo ser como ela, mesmo sendo ela o espelho do que eu sou.

Sinto que lhe dei um ventilador de auto-confiança, tive essa oportunidade de lhe tocar o carácter. Pressinto que também lhe dei a língua afiada. A sua espontaneidade fá-la parecer jovem, mas tem uma cabecinha ajuizada.

A Catarina é de festas, gargalhadas e música para os ouvidos. Faz falta em qualquer casa, pela presença irreverente e atrevida.

Obstinada por querer ser alguém, diz tudo como os malucos, enquanto inala uma segurança tal que faz estremecer qualquer um.

Insubordinada, deixou os vestidos de xadrez para se vestir de honra. A Catarina já não é mais uma princesa, mas o sangue da nobreza ainda lhe aviva os cantos do ser.

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