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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

10
Nov21

Sensualidade triangular


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Se não fosses tão ousada, não terias esse formato triangular que esconde mais pele à frente do que atrás. Roçaste nas entranhas íntimas desse corpo destemido, dando-lhe sensualidade e audácia.

Na gaveta ficas-te por uns dias bem dobrada e aborrecida, só és escolhida para eventos heróicos de luxúria.

Quando ela te veste, gostas de te adaptar às curvas do seu corpo e sentes, por entre os fios de renda por que és cozida, o amor-próprio que lhe evidencias.

Passas o dia junto às suas partes íntimas. Sentes-lhe os odores carnais, molhas-te com os fluidos e, por vezes, tocam-te uns dedos, ora os dela, ora dele. Despem-te bruscamente, atirando-te ao chão ou devagar com delicadeza e assim ficas, a ouvir o êxtase lá fora.

Dali, levam-te para a máquina de lavar onde te encontras com as outras peças de roupa para mais um banho de imersão.

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Imagem por: Catarina Alves - freezememories_

 

22
Jun21

Na intimidade


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Intimidade, quando nos despimos e ficamos a sós com a nossa pele, com o corpo. Intimidade de poder espreitar a pele e corpo do outro, sem julgamentos ou preconceitos.
E gostamos de nos perder na pele dos outros. Nos corpos dos outros. Numa intimidade tão peculiar, tão única de corpo em corpo. Como se cada corpo fosse uma história, criamos história em cada pele. De intimidades diferentes, com cheiros e sabores próprios.
E o prazer que é pele na tua pele?


Atrevo me a dizer que o q dá prazer é o sexo, mas ainda mais prazer dá o sexo com intimidade. Porque é na intimidade que assumimos as mais variadas personagens, satisfazemos fetiches possuídos pelos animais que vivem em nós, que fazem parte do mais obscuro e selvagem de nós.


No sexo, somos da nossa real natureza. Na intimidade, misturamos essa natureza com as sensações arco-íris que vêm do coração. Atrevo-me a dizer que a intimidade dá prazer, se formos animais de coração na boca e paixão no olhar. Atrevo-me a dizer que o sexo sem a intimidade de nada vale, a não ser para satisfazer necessidades carnais. A intimidade vem adornar a carne, dar-lhe o sal e a pimenta, para se comer tenra e com mais sabor.

A intimidade vem decorar os contornos dos corpos, descobrir o que faz arrepiar a pele e, mesmo sem maneiras, lambuzar os prazeres escondidos nos vários lábios imorais e extensões voluptuosas que compõe o nosso ser.

01
Dez20

Um copo meio cheio, o menstrual


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Mulheres, de várias idades, cores e sabores, que carregam o mundo às costas. Mulheres, carnudas, depiladas, maquilhadas e/ou descuidadas, que trazem na mala os mais improváveis artefactos para qualquer imprevisto. Às vezes maquilhagem, pacotes de lenços, outras vezes miniaturas de costura ou mini-espelhos, desodorizantes e, ainda assim, há espaço para os artigos femininos destinados à fase mais colorida da zona intima - a menstruação.

Quantos tampões perdidos? Pensos higiénicos emprestados?

Quantos visitantes já apresentámos às nossas Marias papoilas? Uma rodagem de acessórios na tentativa de estancar o sangue da vida! 

Pois é, meninas... Hoje venho falar-vos do copo menstrual. Aquela magia da ciência com a intenção de facilitar as vidas árduas do sexo feminino.

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Segundo a sexóloga do Vivesex,

Os copos menstruais também conhecidos como copos vaginais, têm vindo a ganhar popularidade nos últimos anos, posicionando-se como uma alternativa amiga do ambiente e, acima de tudo, oferecendo mais segurança e conforto para as mulheres durante os dias da sua menstruação.

 

Pois é, como assim um copo? 

É um recipiente de forma cónica, semelhante a um copo, que é feito de diferentes materiais, sendo o silicone clínico mais popular pelas suas propriedades antialérgicas e antibacterianas, bem como pela sua durabilidade.

 

Um copo meio cheio ou meio vazio? Ahhh meninas, este copo é com certeza meio cheio. Apresento-vos as suas mil maravilhas:

1. Não causa problemas de saúde: não desenvolvem alergias e outros problemas clínicos pela utilização de pensos ou tampões higiénicos. No caso do copo menstrual, que é feito de material hipoalergénico, isto não acontece. Mesmo quando usado por longos períodos de tempo, nunca há motivo para preocupação.

 

2. 10 anos de validade: Desde que as instruções de utilização, limpeza e manutenção sejam seguidas.

O processo de desinfeção é extremamente simples: Após cada esvaziamento, deve ser lavado com água e sabão, de preferência um tipo neutro. E, uma vez terminado o período, deve ser esterilizado antes de ser guardado, numa caixa ou saco selado para evitar sujidade.

 

3. Até 12 horas de utilizaçãoEmbora dependa do nível de sangramento.

Já os tampões e absorventes higiénicos que têm um tempo máximo de utilização de 6 a 8 horas, de acordo com as recomendações dos especialistas, pela alteração do pH vaginal devido aos químicos utilizados.

 

4. Custo e a poupançaSe calcular o número de embalagens de tampões ou absorventes higiénicos durante estes 10 anos, seriam cerca de 120 embalagens, o que se traduz em aproximadamente 480€, enquanto o copo menstrual não chega a 30€. Para além disso, é amigo do ambiente pois, o facto de ser utilizado durante uma década, representa centenas de tampões e absorventes higiénicos descartados durante este mesmo período. Ainda para mais são biodegradáveis.

 

5. Qualquer mulher pode usar. Apenas se distinguem nos tamanhos recomendados para cada uma.

Pequenos- Para as raparigas que ainda não fizeram sexo, mulheres com menos de 30 anos e mulheres submetidas a cesariana

Grande- Mulheres submetidas a partos vaginais.

 

Como enfiar um copo na maria papoila?

1. sente-se na sanita e afaste bem as pernas.

2. dobrar o copo de modo a formar uma espécie de "C".

3. Insira-o na sua vagina.

4. Não é necessário chegar ao fundo, pois a ponta do copo deve estar ligeiramente fora.

5. Largue o copo

6. Rode ligeiramente o copo. Desta forma, pode certificar-se de que está completamente montado e pronto.

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Pois é, pelos vistos, alguém percebeu que facilitar as nossas vidas é um problema geral da sociedade.

Falo por experiência própria. São só vantagens como puderam constatar acima. Julgo que o único "se não" é mesmo acertar a colocação correta, mas nada que com prática não se alcance! 

De qualquer forma, é importante recordar que devem consultar um especialista caso surjam dúvidas ou desconfortos.

Para umas marias papoilas mais felizes e relaxadas nesses momentos, onde já basta ter de gerir as emoções à flor da pele. Porque mulheres felizes = mundo feliz!

 

(Podem consultar os copos em: Vivesexshop , no separador "Saúde" > "Menstruação" > "Copos Menstruais" em: Copos Menstruais).

31
Jul20

SEXO, como quem fala de tipos de café pela manhã


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Um dia eu falaria sobre sexo. Num dia de sol, mesmo em cima dos meus saltos elegantes, vou falar sobre sexo. Um dia, destemida, com a coragem na língua e numa língua firme, falo sobre sexo.

Falar deste assunto, enquanto mulher, é delicado. Uma delicadeza que me pode custar uma nova rotulagem. Rameira, talvez, entre outros nomes mais arrojados, que prefiro não dizer.

Enquanto mulher, é delicado falar sobre sexo em praça pública. Porque ainda está enraizado na sociedade, que a mulher que fala de sexo não é princesa alguma, que não tem o recato entre as pernas. Num mundo que ainda não está acostumado à igualdade de géneros. Isento de rótulos e os piores, no que toca ao sexo, recaem (quase) sempre sobre as mulheres, acreditem!

Falamos de todos os prazeres da vida, mas no que toca ao sexo, shhhh, silêncio. Esse, que devia ser mais falado, para poder ser mais sentido e talvez até, menos dominante por género.

Hoje falo-vos de sexo, como quem fala de tipos de café ao pequeno almoço.

E vou chamar-lhe assim que é o nome dele - Sexo. Gostam de chamar-lhe fazer amor, triqui-triqui... etc etc. Dependendo do “tipo”, se mais carinhoso, se mais agressivo. É sexo, nas suas mais variadas formas, assim como temos vários estados de humor.

Ora, é suposto transformarmo-nos e sermos prazer, numa sensualidade própria. É suposto não sermos pudicos, muito menos, decentes. É o prazer carnal da vida, não se harmoniza com modéstia ou acanho.

Sexo, não é desonra. Também não é submissão. É um consumar de prazer entre corpos, num prazer percepcionado de vários ângulos, de diferentes formas, velocidades e contornos.

E a hipocrisia que há na questão do prazer? Sim, hipocrisia. Gemidos falsos só para mostrar trabalho “bem feito”. Não é hipocrisia? É. O pior é que não leva a lado nenhum, se não ao desprazer. Que é triste. Se não houvesse tanta hipocrisia nos gemidos e orgasmos fingidos, talvez houvesse mais satisfação e mais entusiasmo pela luta do que é lá chegar. Sexo mais justo, com prazer equânime. Entendem? Porque não tem mal não sentir prazer hoje, faz parte e vai acontecer muitas vezes. O que faz mal, é não tomar as rédeas para se atingir os êxtases, é não falar sobre isso, não explorar e fingir prazer onde não existe, por vergonha, ou por imitação, por ignorância, medo ou até mesmo, em forma de recompensa ao outro(a).

Falar sobre sexo, como quem fala de tipos de café pela manhã, não deveria ser uma opção mas uma regra. Faz-nos chegar ao melhor entendimento quer do nosso corpo quer do outro(a). Aumenta a cumplicidade, a confiança.

Como quem aprecia vários tipos de café, vamos falar de sexo. Só porque o sexo tem de ser sem simulações, sem imitações. Vamos contar os desejos carnais, falar sobre as fantasias. Tomamos café e recordarmos memórias sexuais. E com a nossa, só nossa sensualidade, bebemos mais um gole de café intenso e enxergamos que o sexo é aquilo que nós quisermos que seja, ao nosso jeito. Porque podemos tudo. Até no sexo.

E uma chávena de café.

 

Imagem por: Catarina Alves - Freezememories_

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