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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

28
Ago23

O teatro da vida


No teatro da vida, somos atores de histórias escritas pelo destino, já traçadas pelos caminhos premeditados, algures esculpidos no tempo do cosmos.

Que tempo?

O tempo que só é tempo quando vivido, quando tem histórias para contar.

O destino roubou-nos a pesada caneta da responsabilidade e escrevinhou a nossa vida num rascunho: cada travessão, cada história; cada ponto, cada momento; cada risco, cada emenda; cada asterisco, cada marco importante.

Quem somos?

Atores de circos ruidosos que nem conhecemos. As trovejantes palmas que nos alçam os egos. A luz quente que ilumina os palcos da vida, somos esse foco num desfoco de nada.

Somos nadas.

Ou pequenos nadas que ajuntados são espectros de cores de profusas características. Somos todas as cores numa só, ou uma cor só refletida num espectro.

Oh destino! Destino!

Quem te escreveu?

Deu-te carvão bastante para riscar suavemente as folhas toscas, deixando um rasto a cheiro antigo que as impregnou. Deu-te vários capítulos numerados nas páginas ásperas da vida. Deu-te nomes timbrados a quente disforme. Deu-te actos esquecidos nos cenários mudos que partilhas nem sabes com quem.

Somos todos atores.

Personagens, emoções, somos o verbo ser conjugado em todos os pronomes pessoais. E todos são o Eu.

Somos caminhos já apontados por sinaleiros que rangem, crespos… fartos do tempo.

Temos várias vidas numa só e somos todos os parágrafos que alguém ficará para contar.

Entre cenas e encenações, no final da peça, todos seremos apenas histórias.

12
Nov22

TU


Tens um sol dourado no colo do teu abraço,

que me afaga os cabelos na noite escura,

Sentes a terra húmida no pé descalço,

Lágrimas que chorei devagar, contudo em fartura.

 

O passado habita nos teus olhos esverdeados,

Faz melancolizar-lhes a expressão,

acontecimentos que surgiram encadeados,

Que te distanciaram da missão.

 

Neles reside também a franqueza,

Que me fez acreditar de punhos cerrados,

Que a humildade é uma riqueza,

E só existe nos bolsos dos mais honrados.

 

O teu amor banha-se do que é primitivo

Vive do instinto e fases da lua,

Do premeditado é fugitivo

Nada melhor que o deixar que flua

 

Enrolamo-nos na areia quente

Deste amor que renasceu

O universo ligou-nos, por consequente

Eu sou tão tua, como tu és meu.

 

Uma homenagem a que é Amor para mim.

 

👉🏻 também publicado no blog da @valletibooks REFLEXÕES Nº45 6/11/2022

15
Out22

Quando a lua dança


Noite que se pôs cedo, sob uma lua amarelada e cheia. Como ela odeia o horário de inverno, estes dias curtos e escuros, que a deixam mal-humorada. Segue pelas ruas de auscultadores postos a ouvir as músicas que fazem sentir-lhe as raízes. Por ali, a inveterar pelos ouvidos tudo o que ela é, vai andando ao passo que dança. O corpo contrai-se involuntariamente, está-lhe no sangue, não há como contrariar.

Estas cantigas recordam-lhe a infância, as festas de família, amigos e espectáculos de dança com variados grupos de que fazia parte, julga terem sido o cenário de semeadura daqueles ritmos na sua anatomia, entranhados por todos os orifícios.

Naquele passo díspar, num compasso dissonante dos demais que por ela passam, o olhar vai-lhe vazio, porque se olha a dentro e… Sorri, sorri de prazer com o que a faz sentir.

Nunca ouve uma música do início ao fim, quase como superstição, pois do trabalho até casa, ela tem de conseguir ouvir as melodias que lhe fazem vibrar o corpo.

Lá em cima a lua assiste, grande e magistral, a esta manifestação eloquente do que a junção de tambores lhe impõe à sua espécie, numa cadência e vigor como se não houvesse outro dia.

----

 

👉🏻 também o podem encontrar no #blog da @valletibooks REFLEXÕES nº 38 - 18/09/2022

05
Set22

A cor dela


Ela veste-se da cor do sangue, só porque tem a mania de ser arrebitada e enérgica. É viciada no calor que o vermelho lhe transmite, quer à pele, quer à alma. Esse fogo que sente pelo corpo fora leva-a à loucura, aos sentimentos da paixão, do amor, da vivacidade, numa euforia plena de viver a vida a vermelho.

De uma personalidade carregada de força, segue de coração na boca, onde o vermelho também lhe pinta os lábios.

E no avermelhado ela perde-se, navegando pelas emoções de alta intensidade, as únicas que sabem preencher todo o seu volume.

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👉🏻 Também publicado no blog @valetibooks - REFLEXÕES Nº35 - 28/08/2022

29
Ago22

Tenho a cabeça cheia de poemas


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Tenho a cabeça cheia de poemas, ela tem um mar de criatividade nas mãos. A Canelas vive de tintas coloridas, histórias e poesia, ou… poevida! Porque para ela a vida nada é sem as palavras, sem uma caneta entre os dedos e… sem a arte.
Eu tenho a cabeça cheia de poemas, com a ambição de aprofundar o meu ser. Ela tem as raízes, o cacau, a terra, os pés descalços e dança ao som do mundo que gira.
Na raiz, da raiz, p’a raiz, raiz, raiz, raiz, raiz… somos todos raízes nesta terra de sonhadores. E a minha raiz, cruzou-se com a dela, entrelaçou-se e… beberam da mesma água - a fonte da essência da vida eterna que habita estes corpos mortais.

imagens por: @eusoua_canelas 
#somosarte #somosmulheres

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