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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

12
Jun21

Complexos


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Num corpo que nasce

Cresce, cheio de história

Toma várias formas e contornos

Onde a vida atribui memória

 

Conscientes do que somos,

Reconhecemos os valores morais

Ainda assim, cortejamos

E fixamo-nos nos complexos corporais

 

Ou são as mamas descaídas

Ou aparecimento da celulite

Focados no exterior

E em atingir corpos de elite!

 

São os pelos a mais,

As dietas descomedidas

Esquecemo-nos dos sorrisos

E que o interior também enche as medidas

01
Dez20

Um copo meio cheio, o menstrual


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Mulheres, de várias idades, cores e sabores, que carregam o mundo às costas. Mulheres, carnudas, depiladas, maquilhadas e/ou descuidadas, que trazem na mala os mais improváveis artefactos para qualquer imprevisto. Às vezes maquilhagem, pacotes de lenços, outras vezes miniaturas de costura ou mini-espelhos, desodorizantes e, ainda assim, há espaço para os artigos femininos destinados à fase mais colorida da zona intima - a menstruação.

Quantos tampões perdidos? Pensos higiénicos emprestados?

Quantos visitantes já apresentámos às nossas Marias papoilas? Uma rodagem de acessórios na tentativa de estancar o sangue da vida! 

Pois é, meninas... Hoje venho falar-vos do copo menstrual. Aquela magia da ciência com a intenção de facilitar as vidas árduas do sexo feminino.

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Segundo a sexóloga do Vivesex,

Os copos menstruais também conhecidos como copos vaginais, têm vindo a ganhar popularidade nos últimos anos, posicionando-se como uma alternativa amiga do ambiente e, acima de tudo, oferecendo mais segurança e conforto para as mulheres durante os dias da sua menstruação.

 

Pois é, como assim um copo? 

É um recipiente de forma cónica, semelhante a um copo, que é feito de diferentes materiais, sendo o silicone clínico mais popular pelas suas propriedades antialérgicas e antibacterianas, bem como pela sua durabilidade.

 

Um copo meio cheio ou meio vazio? Ahhh meninas, este copo é com certeza meio cheio. Apresento-vos as suas mil maravilhas:

1. Não causa problemas de saúde: não desenvolvem alergias e outros problemas clínicos pela utilização de pensos ou tampões higiénicos. No caso do copo menstrual, que é feito de material hipoalergénico, isto não acontece. Mesmo quando usado por longos períodos de tempo, nunca há motivo para preocupação.

 

2. 10 anos de validade: Desde que as instruções de utilização, limpeza e manutenção sejam seguidas.

O processo de desinfeção é extremamente simples: Após cada esvaziamento, deve ser lavado com água e sabão, de preferência um tipo neutro. E, uma vez terminado o período, deve ser esterilizado antes de ser guardado, numa caixa ou saco selado para evitar sujidade.

 

3. Até 12 horas de utilizaçãoEmbora dependa do nível de sangramento.

Já os tampões e absorventes higiénicos que têm um tempo máximo de utilização de 6 a 8 horas, de acordo com as recomendações dos especialistas, pela alteração do pH vaginal devido aos químicos utilizados.

 

4. Custo e a poupançaSe calcular o número de embalagens de tampões ou absorventes higiénicos durante estes 10 anos, seriam cerca de 120 embalagens, o que se traduz em aproximadamente 480€, enquanto o copo menstrual não chega a 30€. Para além disso, é amigo do ambiente pois, o facto de ser utilizado durante uma década, representa centenas de tampões e absorventes higiénicos descartados durante este mesmo período. Ainda para mais são biodegradáveis.

 

5. Qualquer mulher pode usar. Apenas se distinguem nos tamanhos recomendados para cada uma.

Pequenos- Para as raparigas que ainda não fizeram sexo, mulheres com menos de 30 anos e mulheres submetidas a cesariana

Grande- Mulheres submetidas a partos vaginais.

 

Como enfiar um copo na maria papoila?

1. sente-se na sanita e afaste bem as pernas.

2. dobrar o copo de modo a formar uma espécie de "C".

3. Insira-o na sua vagina.

4. Não é necessário chegar ao fundo, pois a ponta do copo deve estar ligeiramente fora.

5. Largue o copo

6. Rode ligeiramente o copo. Desta forma, pode certificar-se de que está completamente montado e pronto.

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Pois é, pelos vistos, alguém percebeu que facilitar as nossas vidas é um problema geral da sociedade.

Falo por experiência própria. São só vantagens como puderam constatar acima. Julgo que o único "se não" é mesmo acertar a colocação correta, mas nada que com prática não se alcance! 

De qualquer forma, é importante recordar que devem consultar um especialista caso surjam dúvidas ou desconfortos.

Para umas marias papoilas mais felizes e relaxadas nesses momentos, onde já basta ter de gerir as emoções à flor da pele. Porque mulheres felizes = mundo feliz!

 

(Podem consultar os copos em: Vivesexshop , no separador "Saúde" > "Menstruação" > "Copos Menstruais" em: Copos Menstruais).

08
Nov20

Novos tempos, novo sentir


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Agora que a vida abrandou, agora que fomos obrigados a estar com nós próprios, sinto a solidão na pele.

Sinto-me a estabelecer prioridades, a selecionar o que realmente me faz bem e a eliminar o que não faz.

Sinto que a solidão tem um lado de tão mágico como tem de progressos.

Progressos que passam por estar alerta, sentir, sentir o que é meu, sentir o meu corpo, a minha mente, o que vai lá dentro, sentir os ciclos, sentir até a energia que me rodeia e a que carrego comigo.

A vida abrandou, o mundo exterior silenciou-se, bem como os convívios, o tempo que era sempre e consecutivamente preenchido por outros, ou por outras coisas, é agora preenchido pelo nosso habitat, onde criamos o nosso próprio ecossistema sustentável, equilibrado e de uma mágica coexistência.

É na solidão que me costuro, que me redescubro. É na solidão que me conheço, que me defino mais e, por incrível que pareça, é na solidão que me sinto menos só.

Apesar das circunstâncias, estou grata à COVID-19, por me ter dado esta oportunidade de olhar para dentro, de reflexão e introspecção. A oportunidade de olhar pela janela, até por várias janelas, sem distrações e de fazer esta viagem pelo mundo interior.

 

Quero acreditar que este vírus não veio para nos ensinar em como SOBREviver sem papel higiénico para limpar o cu, mas sim para nos ensinar que não podemos VIVER sem plena consciência de nós próprios, não podemos VIVER a pensar no futuro, sem consciência que o aqui e agora é e sempre será o momento presente.

Claro que, também serei eternamente grata ao universo, por me fazer rodear das pessoas que me despertam para a importância de sermos nós próprios e de nos procurarmos sempre nas desarrumações que são o mundo exterior.

 

Este foi mais um momento de reflexão da Joana, talvez com um pouco mais de juízo do que é habitual.

 

Imagem por: Catarina Alves -Freezememories_

13
Set20

O ciclo


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Gosto de um dia bem planeado, apesar de amar a espontaneidade. Gosto de ter o dever cumprido nas tarefas a que me comprometi, mas também gosto de andar ao sabor do vento.
Planos para a vida? Talvez já os tivesse, talvez já tenha realizado alguns.
Mas não é mais interessante quando a própria vida nos surpreende? Eu acho que sim. Quero acreditar que sim, que haverá dias que a vida me prega surpresas daquelas de ficar com o frio na barriga e os olhos brilhantes.

Ter um dia planeado é optimo, mas uma vida planeada pode ser frustrante.
Ter datas marcadas para os eventos importantes, aqueles que ficarão para sempre tatuados em nós. Isso não funciona para mim, amante das surpresas da vida e da autenticidade.
A autenticidade não permite assim, pela sua própria natureza.
Os ciclos da vida não devem ser automáticos. Não quero ser automática, nem que a vida seja tão básica como a mecânica. Não tem a magia de que sonho!
Somos instintivos, mas não somos tão rasos assim.
Os instintos formam os seus próprios ciclos, acho eu. O meu ciclo não tem de ser igual ao teu, nem no mesmo tempo, nem do mesmo tamanho ou nas mesmas condições.
Mas continuam a pressionar-nos para todo um mesmo ciclo automatizado. Quero eu acreditar que é cultural, talvez. O ciclo sempre foi o mesmo desde há séculos e os hábitos tornam-se as raízes poderosas de uma árvore centenária, trespassando-nos as vísceras, de geração em geração.

Não quero fazer parte dessa massa. Quero ter um ciclo só meu, desprovido de planos pontuais e rigorosos. Só porque a vida fará o seu próprio trabalho. E eu confio que o fará da melhor forma, à minha medida.

Imagem por: Catarina Alves - freezememories_

12
Ago20

O paladar habitua-se


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Até aos meus 26 anos não ligava nada ao tipo de comida que comia.
Comida pré-feita, congelados, os ingredientes mais baratos e mais fáceis de fazer, eram sempre a minha preferência.
Não lia rótulos e as quantidades de açúcar, hidratos não eram medidas tidas em conta.
Comprava alimentos pelo paladar fútil e fácil de saciar.
Comia conforme bel-prazer, independentemente de ser saudável, ou não. Apetecia-me, comia e assunto encerrado.
Depois de várias influências na minha vida e de ter tido a decência de ir a um nutricionista, dei-me conta e fui cobaia daquela expressão batida “somos o que comemos”, e... somos mesmo!
Passei a ler rótulos, a deixar alimentos de lado pela quantidade de açúcar, pela presença de E’s. Evito-os!
O meu paladar passou a entrar em regime, ele sim iniciou dieta. Porque fome nunca passei! Passei a comer muito mais e com maior qualidade. E as pupilas gustativas gritavam cada vez que substituía os lanches de leite com bolachas por ovos cozidos e frutos secos. Hoje, deixaram de gritar para fazer um ruído meio que abafado pela saúde que ganhei.
A energia sobre ingestão de kalorias vazias não era nada comparada à da nova alimentação.
Somos o que comemos, quando noto maior energia no corpo. Um corpo que absorve mais variedade de nutrientes e se sente revigorado. Até no humor.
Somos o que comemos, com um paladar que nos prega rasteiras. Pois, apesar de se habituar aos novos sabores, morre de amores pelos hábitos antigos.
Tento ser saudável mas se somos realmente o que comemos, também quero ser um bocadinho de chocolate ou umas batatinhas fritas!😋
O corpo é um investimento, assim como a saúde. Mas o prazer de saborear os ingredientes que fazem dançar, também é um investimento na felicidade.
Então, acredito que há que saber aplicar e racionar cada um dos investimentos. Pela saúde e pela felicidade do paladar!
Aquele que, facilmente, se acostuma.

Imagem por: Catarina Alves - Freezememories_

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