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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

29
Nov20

Generosidade


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Dar o coração, com tudo o que lá vai dentro.
Falo da habilidade mágica de saber dar, sem esperar receber, a generosidade.
Porque é dando, que somos uns dos outros, fazendo-nos chegar perto da verdadeira essência do ser humano. Até do mundo.
Na abundância do que é o amor, esta é a forma mais bonita de se amar, de se ser.
O encanto de ser transcendente num mundo coberto de nadas e ainda assim, preservar este saber, o de dar, porque é um saber com que se nasce e que vem do coração, com tudo o que lá vem dentro.

22
Nov20

Descobri, que não sei falar de amor


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Descobri,

que não sei falar de amor.

Das frescuras do coração

Apenas o sei sentir,

Mas expressá-lo não.

 

Descobri,

que não sei falar de amor.

Julgo saber escrê-lo ao mundo

Na escrita, qualquer sentir

Se torna e se mantém profundo.

 

Descobri,

que não sei falar de amor.

Sei rimar por mera cortesia,

Mas no que toca ao amor

Desculpem, não sei fazer poesia.

 

Poema recitado em: Temjuizo_joana

08
Nov20

Novos tempos, novo sentir


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Agora que a vida abrandou, agora que fomos obrigados a estar com nós próprios, sinto a solidão na pele.

Sinto-me a estabelecer prioridades, a selecionar o que realmente me faz bem e a eliminar o que não faz.

Sinto que a solidão tem um lado de tão mágico como tem de progressos.

Progressos que passam por estar alerta, sentir, sentir o que é meu, sentir o meu corpo, a minha mente, o que vai lá dentro, sentir os ciclos, sentir até a energia que me rodeia e a que carrego comigo.

A vida abrandou, o mundo exterior silenciou-se, bem como os convívios, o tempo que era sempre e consecutivamente preenchido por outros, ou por outras coisas, é agora preenchido pelo nosso habitat, onde criamos o nosso próprio ecossistema sustentável, equilibrado e de uma mágica coexistência.

É na solidão que me costuro, que me redescubro. É na solidão que me conheço, que me defino mais e, por incrível que pareça, é na solidão que me sinto menos só.

Apesar das circunstâncias, estou grata à COVID-19, por me ter dado esta oportunidade de olhar para dentro, de reflexão e introspecção. A oportunidade de olhar pela janela, até por várias janelas, sem distrações e de fazer esta viagem pelo mundo interior.

 

Quero acreditar que este vírus não veio para nos ensinar em como SOBREviver sem papel higiénico para limpar o cu, mas sim para nos ensinar que não podemos VIVER sem plena consciência de nós próprios, não podemos VIVER a pensar no futuro, sem consciência que o aqui e agora é e sempre será o momento presente.

Claro que, também serei eternamente grata ao universo, por me fazer rodear das pessoas que me despertam para a importância de sermos nós próprios e de nos procurarmos sempre nas desarrumações que são o mundo exterior.

 

Este foi mais um momento de reflexão da Joana, talvez com um pouco mais de juízo do que é habitual.

 

Imagem por: Catarina Alves -Freezememories_

25
Out20

Por detrás de um sorriso


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Se há coisa que fica sempre bem a qualquer um é o sorriso. Eu tenho um, gigante. Aliás, há alturas que toda a minha cara é um enorme sorriso, onde só cabem os olhos porque tem de ser.

Um sorriso fica sempre bem! Esconde demasiadas coisas que não quero mostrar. Disfarça inseguranças, distorce estados de nervosismo, vergonhas e imperfeições. Por detrás de um sorriso, há incertezas, há aspectos que não queremos mostrar, há fraquezas.

Por detrás de um sorriso gigante, há quem se sinta pequenino. Quem tenha medos. Dos medos que estremecem a voz e tremelicam os dedos das mãos.

Como uma base instável mas, que se demonstra a pedra mais segura em cima de um penhasco.

É preciso um sorriso gigante, como o meu, para conseguir esconder tudo. Por vezes falta de confiança, talvez até falta de fé no que sou e naquilo que sou capaz de fazer, sempre me quis tapar as partes frágeis, outras vezes sorriu em apelo à validação dos outros. Oh! Eu sei bem o que escondo! Mesmo assim, prefiro não mostrar. Afinal, um sorriso fica sempre bem!

 

Imagem por: Catarina Alves - Freezememories_

19
Out20

Cultivo d’alma


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Esbraveando terrenos,

Descobrindo a alma,

Sigo serena por entre cultivos e colheitas.

Por vezes, sou terreno árido,

Outras vezes terra rica,

Faço em ambas boas colheitas

Quando a lua se põe cheia.

Cultivo nos territórios do que é ser,

Amanho tudo o que sou,

Questiono quais os melhores grãos

Que farão a minha alma florescer.

Peneiro sementes fortes das hostis

E faço cair em solo fértil

As que sei tornar em obras-primas.

O que não é para crescer,

Não se lhe dá fertilizante.

E a alma amadurece

Depois de tanta semeada

Colho o que tenho de colher

Avistando o imenso que sou.

E sigo a lavoura,

Cultivando o território bom,

Lavrando o menos fértil, 

para garantir

Que todos os meus hectares darão fruto.

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