Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

15
Set22

Um possível fim


 

De que nos vale a inteligência ou a força humana, quando comparados à força da natureza?

Num mundo cheio de paisagens, criaram o homem cheio de impureza.

A catástrofe? Foi a ganância.

Os homens obcecados com cifrões e a terra que pisam deixou de ter importância.

Ambição pelo poder, quando o poder é apenas um estatuto.

Usou-se e abusou-se do planeta, julgando-o um recurso inesgotável e absoluto.

A extinção fez a guerra. Homens que se matam por terra.

E, inesperadamente, é a natureza que se revolta, zangada com a humanidade.

Que largou o amor e o ódio anda à solta.

Pela sobrevivência, conseguimos ser abomináveis.

A sentença foram águas salgadas, impiedosas forças inquestionáveis.

Lavaram e levaram as almas pecadoras,

ambiciosas e destruidoras.

Afogaram-se os desejos egoístas, através de um manto salgado, que cessou a vida aos homens, inclusive aos narcisistas.

06
Ago22

Anda, menina!


Lança, menina, lança! Lança e balança-te neste molho que é a vida! Entre a expectativa e a esperança, atira-te, desbrava caminho e vê como te embaraças nos outros, em tudo. Na lança, nunca vais sozinha, vais projectada nos outros, em tudo. Envolves-te e, enleada, vais nos outros e em tudo.

És a causa do meio e o meio também te causa, combinando numa osmose inevitável, mas desprovida de obrigações. Entrelaçam-te as energias por simples sopros, na vulnerabilidade de que és desfeita.

Não te contenhas! Não queiras desagrupar-te, quando dos agrupados nascemos, nos aglomerados nos distinguimos e em associação vivemos. Anovelada nos outros e em tudo segues em festa tecida do cosmos, na assembleia de tudo o que é universo, seja lá o que isso for. Anovela-te! E num equilíbrio do interser, anovelada és, deixa-te ir no baloiço, mas com balanço.

Não é bonito?

Isto de sermos tudo e todos do mesmo cardume, de sermos interseres no mesmo mar?

———————

👉🏻também publicado no blog da @valletibooks-REFLEXÕES N°29 - 17/07/2022

👉🏻poderão também ouvir no podcast da @valletibooks através do Spotify.

09
Abr22

Esqueletos em mim


E02F0935-2671-4E98-9FB8-D2B0EE2BCC97.jpeg

Tenho esqueletos, esqueletos desenhados num armário cheio de ossos.

Tenho aparições que me amolam, escondidas no âmago das aflições.

Das mortes de mim, tantos mins nascem, de ciclos em ciclos, avanços e recuos, onde se apaga e se faz luz. Por etapas se percorrem todos os espectros do que já fui. Deixo uns no passado, permito a outros que se me aferrem nos ossos e encarnem o meu esqueleto.

Das almas pobres, desnutridas do que é o alimento, eu guardo-lhes os esqueletos para o meu próprio fomento.

Amarro-me nas memórias, do que outrora foram em vida, sou parte dessa narração por tantos esqueletos vivida.

Embalo na angústia, o desprazer que lhes vislumbro, são esqueletos que desenho num armário e a saudade é cravejada nos ossos dessa não-existência.
.
Imagem: https://kronicasdoloboinvernal.wordpress.com/2018/02/27/conto-esqueletos-no-armario/
.
👉🏻 texto publicado no Blog da @valletibooks - Reflexões nº 8 - 20/02/2022

14
Mar22

A vida é volátil


A vida é volátil.

Não somos estáticos. Somos várias coisas em inúmeros momentos diferentes, firmes a uma coluna vertebral de valores.

Que rapidamente também sabemos esquecer, por conta das circunstâncias, egos e afins.

Somos o que a vida nos ensina a ser. Somos essa instabilidade, seres mutantes, que se transformam no tempo e no espaço.

Então, somos uma infinidade de coisas.

As que sabemos ser e as que descobrimos que podemos ser pelo caminho, por conta da vida.

A vida é mutável, como a pele, onde o tempo esboceia a sua passagem, com os traços da bagagem que se leva, ou daquela que a memória ainda se lembra.

É flutuante como as marés, como as voltas dos astros, como os amores e humores. Nada é certo, exacto ou garantido.

E é volátil, como o último sopro de uma vida efémera.

.

Texto publicado no blog da Valletibooks - reflexões 13/02/2022

Video recitado e partilhado no instagram @temjuizo_joana

(Obrigada a todos pela colaboração!)

05
Fev22

Amor aos (de)feitos


Sabes que, nas questões do amor, primeiro vem o próprio, depois o recíproco. Porque aceitar e amar incondicionalmente o ser que habita em ti, traduz-se na fonte do amor ao próximo, ou aos demais.

O amor nada mais é que a ânsia por seres melhor a cada dia que vives, então, ama-te, mas ama-te na íntegra. Pois, a perfeição não existe e é tão gracioso amar os defeitos, por ser neles que te acolhes, para revigorares o equilíbrio saudável de saber ser.

Se o amor não fosse nada disto, as imperfeições não seriam estrondosas obras de arte.

.

.

Um poema de amor "sem sufixo", já dizia a Canelas (@eusoua_canelas)

.

Publicado no blog da página @valletibooks

Mais sobre mim:

Segue-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Calendário

Novembro 2022

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D