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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

22
Nov20

Descobri, que não sei falar de amor


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Descobri,

que não sei falar de amor.

Das frescuras do coração

Apenas o sei sentir,

Mas expressá-lo não.

 

Descobri,

que não sei falar de amor.

Julgo saber escrê-lo ao mundo

Na escrita, qualquer sentir

Se torna e se mantém profundo.

 

Descobri,

que não sei falar de amor.

Sei rimar por mera cortesia,

Mas no que toca ao amor

Desculpem, não sei fazer poesia.

 

Poema recitado em: Temjuizo_joana

19
Out20

Cultivo d’alma


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Esbraveando terrenos,

Descobrindo a alma,

Sigo serena por entre cultivos e colheitas.

Por vezes, sou terreno árido,

Outras vezes terra rica,

Faço em ambas boas colheitas

Quando a lua se põe cheia.

Cultivo nos territórios do que é ser,

Amanho tudo o que sou,

Questiono quais os melhores grãos

Que farão a minha alma florescer.

Peneiro sementes fortes das hostis

E faço cair em solo fértil

As que sei tornar em obras-primas.

O que não é para crescer,

Não se lhe dá fertilizante.

E a alma amadurece

Depois de tanta semeada

Colho o que tenho de colher

Avistando o imenso que sou.

E sigo a lavoura,

Cultivando o território bom,

Lavrando o menos fértil, 

para garantir

Que todos os meus hectares darão fruto.

03
Out20

Livros & Vinhos


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Quanto mais artísticos,

mais vontade dá de comprar.

É o título ou o rótulo?

A contra capa também dá que pensar.

 

O cheiro ao esfolhar um livro,

Ou o odor presente na rolha,

As páginas marcadas a tinta,

São como a cortiça que o vinho molha.

 

Aprecia-se o aroma,

aprecia-se a textura.

Num livro pelo resumo

Saberemos se está à altura.

 

Em letras grandes ou pequenas,

Vinho pesado ou leviano,

Os livros grandes não apetecem

No vinho, adoro o alentejano.

20
Set20

O coração que trago ao peito


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O coração é confuso.

Irriga-nos os ventres

Dá alimento às células

E vida ao corpo.

Um pequeno órgão,

Com tamanha responsabilidade.

Um pequeno órgão,

Que, em instantes,

é capaz de nos tirar  o sopro

O órgão do amor.

 

O amor é também confuso.

De tão confuso que é

Que me tremem as pernas

Por uma química sem explicação.

É um dar sem imposição de receber,

É o brilho nos olhos,

É saudade.

 

Tudo é confuso,

Numa confusão onde me adoro deitar

Só para sentir.

Sentir o sangue, sentir o amor,

É o vício de querer sentir toda a adrenalina desta tamanha confusão.

 

 

"O coração que trago ao peito" foi um título pensado com a ajuda de todos os meus seguidores, a eles, um ENORME obrigada pela ajuda.

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