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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

17
Jan22

Fode-me com poesia


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Dá-me guarida,
dá-me a tua pele manchada de versos,
o calor do teu abraço emersos.
Dá-me o vento, que soprou do interior da tua boca, entre os teus lábios e me sussurrou:
“Quero-te toda!”
Dá-me a firmeza de que me queres, fazer do meu corpo poesia, que queres-me a alma noite e dia.

Traço versos em sua pele
Dito rimas com minha língua na sua
Nosso fôlego é estrofe e suspiro
Nosso desejo é impuro e lírico.
Sussurro poesia na orelha e pescoço
Meu prazer é louco
Mas somos poeticamente compatíveis.

Mas, dá-me tudo!
Faz do meu corpo, uma ode,
Grita a fome de me comeres
Dá-me o rio de tesão que te nasce entre as pernas,
Inspiração.
Declama que me queres inteira, de dentro para fora.
Lambe-me o corpo todo
Como quem o todo deseja e da essência se enamora
Deixa-me a pele roçada, já abundante de te ter
Sê o poeta que me quer
E dá prazer

Na minha boca tu é musa eterna
Deliro no sabor viciante entre suas pernas
Seu gozo é poesia e tu me faz poeta
Transamos com versos e rimas concretas
Nos perdemos no prazer que é se sentir satisfeita e completa
Eu me delicio com a sua rima
E você fode-me com poesia

 

.

poema a duas mãos: Joana, sem juízo e Cacá Matos através do seu pseudónimo @caroline.sales19

09
Jan22

Papoila obstinada


Papoila obstinada,

Na tempestade e nos ventos fortes

És resistente aos pequenos nadas,

Floresces em tudo, até entre mortes.

Frágil e bela,

Esvoaças ao sabor das aragens,

De raizes presas em terra

Com vaidade embelezas imagens.

Essa leveza

Acolhe a alma e o coração,

As sardas são mera gentileza

De quem é bela sem presunção.

Alheia às pragas,

vírus e flagelos,

Livre de amarras,

Mas aprisionada em castelos.

Pela noite,

Fechas as persianas

Enrolaste com medo da escuridão

A inocência que emanas

Diz que da crueldade tens aversão

Seja utopia,

Imaginação ou delírio

O teu bem-estar vem de raiz,

Sejas papoila, cravo ou lírio,

És a flor que colheste

E que trazes debaixo do nariz.

 

Poema autoral, recitado na página @temjuizo_joana

06
Jan22

Desordem


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Ferve forte na garganta

Um fogo da raiva inflamada

Mas de que é adianta?

Serei ruína pouco amada

 

Vestida de farrapos

Sou estrela cadente

Coração aos trapos

De um amor imprudente

 

Nem me quer o Valentim

Sou despenteada,

Sou frustrada,

Sou angustiada,

Emoções internas em constante motim.

.

. da minha autoria.

um poema na tentativa de fugir das rimas através dos verbos

 

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