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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

29
Ago22

Tenho a cabeça cheia de poemas


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Tenho a cabeça cheia de poemas, ela tem um mar de criatividade nas mãos. A Canelas vive de tintas coloridas, histórias e poesia, ou… poevida! Porque para ela a vida nada é sem as palavras, sem uma caneta entre os dedos e… sem a arte.
Eu tenho a cabeça cheia de poemas, com a ambição de aprofundar o meu ser. Ela tem as raízes, o cacau, a terra, os pés descalços e dança ao som do mundo que gira.
Na raiz, da raiz, p’a raiz, raiz, raiz, raiz, raiz… somos todos raízes nesta terra de sonhadores. E a minha raiz, cruzou-se com a dela, entrelaçou-se e… beberam da mesma água - a fonte da essência da vida eterna que habita estes corpos mortais.

imagens por: @eusoua_canelas 
#somosarte #somosmulheres

23
Jul22

O pintor


Retoque na barba, era o último, aquele que fazia a diferença agora que se olhava novamente ao espelho, antes de sair de casa.
Simples, com uma personalidade catedrática, mas amena, vestia-se sempre de preto ou cores sóbrias, apesar de se considerar algo vaidoso. A barba comprida tinha de estar impecavelmente no sítio, penteada, amaciada e cheirosa. Ele não lhe dava descanso, era a sua imagem de marca.
Saiu rumo ao atelier, o seu local sagrado onde guardava e expunha os seus trabalhos. Filho de família pobre, de mãos gastas com rasgos escurecidos pela terra, a mãe era agricultora e o pai lenhador. O irmão seguiu-lhes os passos, ao invés dele que se apaixonou pelas artes. Poeta e pintor, dedicava-se com especial apreço à pintura a óleo e, na poesia, privilegiava a contemporânea.
Era um homem de poucos amigos, não por ser anti-social, não falasse ele que nem um papagaio, mas porque a sua vida foi gatafunhada na tela e escrita em versos.
Passava o tempo adrentado em arte, os dedos sarapintados e as últimas falanges já com calos, ora da caneta, ora do pincel. Por isso, também não procurou o amor noutra pessoa, uma vez que o encontrou nas páginas por escrever e nas telas por pintar. Completava-se assim, em arte.
Não tinha pressa, nem muito menos intenções, de deixar descendência ou a herança de tamanhas conquistas. Acreditava que o seu trabalho deixaria os próprios marcos na história, eternizando pedaços de tinta no branco, mesmo quando o seu corpo se tornasse poeira.

24
Fev22

Sentir assimetricamente


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Aqui toda a gente sente que não faz parte, que não integra todos os padrões obrigatoriamente,
Sem um atalho em tom de excepção.
Pelos pingos da chuva seguimos disfarçados de uma normalidade que não existe.
Fizeram coleções de paradigmas em modelos assintomáticos, galgando a concepção do sentir.
Mas,
Aqui toda a gente sente
E toda a gente pressente que existe segundo desigualdades sensoriais,
São as assimetrias que nos tornam especiais.

Como podemos fazer parte
se à parte somos desiguais?
Inventaram o normal,
sem se darem conta que fora dele
se faz arte.
O corriqueiro jamais ostenta
Ou faz brilhar,
São as diferenças no que a gente sente, que se revertem a seres excepcionais.
Estes que, pelos pingos da chuva,
Se ajustam na colectividade
De um normal inventado,
Mas que em mil chuvas se descobre
Que a arte se faz no molhado.
Aqui toda a gente sente
As excepções que intersectam cada ser,
Não se desviem dos pingos!
Deixem-se molhar!
Mostrem as excepções de que são feitos!
Acomodados numa sociedade desarmónica,
Entre o dia e a noite,
A arte passará a ser a essência que se respira.
Aqui toda a gente sente
Que é no sentir que o mundo gira.
.
Publicado no Blog - Reflexão nº6 (06/02/2022) da editora @valletibooks
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🎨 Imagem de um pedaço de uma tela de tecido (60x40) pintada por mim em acrílico, de nome - desarrumetria.

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