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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

26
Abr21

Esperança


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A luz no meio da escuridão, o sorriso escondido entre lágrimas, um raio de sol num dia chuvoso. Hoje fala-se de Esperança. Que tem de tão harmonioso, como de instantâneo e escorregadio. Que tem a força de mil homens mas fraqueja no tempo. Um sentimento carregado de boas sensações, com uma sonoridade incrível! No entanto, tão ocasional... É viver por segundos na utopia, porque confiar assim perpetuamente no tempo torna-se humanamente inacessível.

Sentir esperança é inspirar o máximo que conseguimos e oxigenar as células do Acreditar. Traz-nos a fé, a que muitas vezes precisamos para continuar. A esperança é do tamanho dos nossos sonhos, aqueles feitos de futuros risonhos e brilho no olhar.

É também saber esperar, é saber confiar no universo. No que nos é desconhecido. É neste misto de ambiguidade e crença que está a esperança. E de tão bonita que é, permitam-se senti-la mais vezes.

Num mundo como o que vivemos agora, vamos dar à esperança comprimento e tirar-lhe o resvaladiço. Vamos-nos fazer valer dela, para que possamos continuar, de esperança em esperança, a sorrir à vida, com a fé ao colo e luz no coração.

 

Texto premiado para o V encontro de escrita da @yoursmaryjane@omundonasentrelinhas com a colaboração da @aw.ro.ra sobre Esperança. Uma bonita iniciativa, tendo em conta o mundo como o que vivemos hoje. O meu enorme Obrigada a estas artistas! 

 

 

05
Abr21

São várias as personagens que moram em mim


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Sou uma quantidade infinita de seres. Joanas do meu pequeno vasto mundo.
Faço-me acompanhar de todas, mesmo quando algumas decidem tirar uma sesta.
Na maior parte do tempo, gosto de ser a Joana extravagante, a de riso fácil. Com uns dentes enormes que ocupam toda a face. A que vive no mundo cor de rosa, cheio de optimismo e boa disposição. A que faz piada de tudo, a que dança ao som de qualquer música. A que consegue amar todos os seres da terra, de um amor que vai para lá das barreiras do julgamento.
Existe a Joana solitária, que gosta do silêncio. Que reflecte profundamente e brinca com as palavras num jogo de escrita. A joana que, no seu recanto, dá injecções de criatividade em todas as formas que sabe ser. Esta é mais sossegada e sensata, apesar de ter um turbilhão de pensamentos a passar-lhe a alma.
A joana obstinada, a que tem de fazer tudo a tempo e horas. A que se acha fortíssima e invencível pelo cansaço. Cheia de agendas e post-its, enérgica, não descansa até ter tudo terminado. Ela não gosta de se deitar cedo e tem dificuldade em adormecer.
Para contrabalançar, lá acorda a Joana sombria, a que vive no escuro com frio. A que acha o mundo triste e sem sentido. A Joana que vive com um saquinho de lágrimas escondido debaixo da cama, para ninguém ver. Joana, birrenta, que não quer amar, nem receber amor. Que critica todas as obras de arte feitas pela sua mão, que não reconhece valor algum.
Descobri uma Joana ansiosa também, com o cérebro a mil, faz trinta por uma linha para que tudo o que lhe passe pela cabeça sejam pensamentos aflitivos e angustiantes. Dos que fazem tremer as pernas e fazer o mundo desmoronar.
Logo vem a Joana que acha tudo possível. Esta, vive de sonhos, sonhos onde a sociedade tem uma estrutura diferente e o tempo não existe. Uma joana cheia de oportunidades, de afazeres por concretizar. Quer experimentar tudo, vivenciar o mundo, ser tudo, sem deixar nada a perder.
Quem sou eu? Sou um conjunto de todas estas Joanas e mais algumas. Conheço melhor umas que outras, mas trato-as todas por “tu” para que saibam do à-vontade que tenho junto delas. Aceito-as como partes de mim, partes que crescem comigo, que fazem parte da minha história, da história deste corpo.
Quem sou? Sou um dissabor de Joanas. Sou livre de não me limitar às Joanas que tenciono conhecer nesta fracção de vida. Porque, neste corpo, há sempre lugar para mais uma que me surpreenda e que me cabe a mim cuidar.
E tu? Conheces todas as personagens que habitam em ti?

14
Mar21

Feminismo


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É opressão moral

É resistir ao patriarcado

É existir em desvantagem.

 

É ser vista como propriedade

Vulnerável, exposta, desprotegida

Que condiciona a própria existência.

 

Não é capricho

Não é birra

É uma luta pela igualdade

 

É ser em “concordância com”

É existir já confinada a padrões.

Mais que feminismo, será humanismo?

27
Fev21

De um poder absoluto


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Num turbilhão de história, de evolução, criaram-se etapas, conceitos, regras, criaram-se sequências comportamentais intituladas como "normais" ou "habituais", foram determinadas fases de vida onde é suposto acontecer isto ou aquilo.

Na imensidão do que é ser, definiu-se o que é certo e o que é errado, sem contextualização.

Questiono-me que sentido faz alguém ter a capacidade divinal de distinguir o certo do errado, num mundo cheio de adversidades e diferenças. Quem foi esse alguém que determinou o que é certo ou errado para mim, que me indicou os caminhos mais corretos. Quem?

Achamos que temos poder de escolha, mas em certa parte, não o temos. Somos ovelhas que seguem o rebanho, o da sociedade, com os valores, princípios e regras previamente estabelecidos. Quem foge ao rebanho é visto como esquisito ou louco. Que sistema de justiça é este que faz da abrangência de todos os seres, um contrato com pré-requisitos próprios?

As etapas e as fases da vida humana foram de tal forma enraizadas na medula óssea das pessoas, que deixaram de haver relógios biológicos, para serem substituídos por alarmes. Deixamos de ser surpreendidos pela magia do amor, para procurarmos descomedidamente um par para partilhar a vida. Tomámos a solidão como algo errado, para nos fazermos rodear de tudo e todos. Perdemos a audição para o nosso interior, para ouvirmos as vozes que vêm de fora e nos dizem o que devemos fazer, porque é assim. É assim que a vida funciona, porque alguém a pôs a funcionar assim, em massa.

É como jogar um jogo onde alguém, de um poder absoluto, já te ditou as regras.

Mas, trata-se de uma vida. Trata-se da minha vida, da tua, das nossas vidas, que tivemos a sorte de ter esta oportunidade. De poder sentir a vida.

A "grande" sorte de nascermos já limitados a regras, a princípios, a conceitos onde temos forçosamente de encaixar.

foto by Catarina Alves - @Freezememories_

14
Fev21

Feliz dia do amor


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Hoje é dia de falar de amor.

Que clichê, não é? Aproveitar-me do São Valentim para escrever sobre o sentimento com mais tentativas de descrição no mundo.

Mas hoje quero mesmo falar-vos de amor. Porque o mundo precisa mais dele do que o(a) vosso(a) namorado(a).

Hoje, mais do que falar de amor, vamos ser amor. Mas vamos ser para sempre!

Prometam-me! Prometam-me que vão sempre amar o próximo sem sequer pestanejar. Prometam-me que se vão ajudar, partilhar, sorrir e serão gentis.

Prometam-me que o dia do amor, será todos os dias.

Hoje quero ser o vosso Valentim e lembrar-vos que o Amor é a forma mais gratificante de se viver. E amor não é só por quem partilhamos os lençóis, é também com quem partilhamos a Terra - o nosso lar.

Por isso, em nome da Terra e de toda a humanidade, prometam-me, escolherão sempre o amor. E já agora, acrescento a empatia.

Sejam amor e empatia!

 

E tenham um feliz dia do amor, hoje e sempre!

 

Imagem: Catarina Alves - freezememories_

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