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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

13
Set21

Que sabes?


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Certo ou errado.

Sabem? Não, não sabes.

Que sabes tu?

Que sabemos nós?

Espalhar o bem,

Dissimular o mal.

Mas o que é o mal?

E o que é o bem?

Conhecemos a diferença?

Pelos olhos do outro, que diferença tem?

Pouco sabemos.

Sabemos o que sentimos,

Mesmo não sabendo,

Sentindo somos.

E o que sentes tu?

O que sabemos nós do que sentimos?

Por vezes, nada sabemos.

Ainda assim, sentimos.

E quem sente, o é.

Verdadeiros ou falsos?

Mas somos.

Quando ser é mais que saber.

Somos, mesmo não sabendo

O que realmente somos.

Entre o certo e o errado,

E variadas definições do bem e do mal,

Nada sabemos sobre a verdade.

E a minha verdade,

não é a mesma que a  tua.

Nada sabemos, de verdade.

Num confuso remoinho

Entre ser, saber e sentir,

Sabemos que somos,

Aquilo que sabemos sentir.

E o que sentimos,

Aparentemente, parece-nos ser

A nossa verdade.

 

Poesia sobre o tema "saber" para  página Um tema um poema

 

25
Jul21

O caminho menos percorrido - M. Scott Peck


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Hoje trago-vos um livro. Um livro que mudou a minha visão do amor, da responsabilidade, religião e da vida, em geral.

Escrito pelo psicoterapeuta americano M. Scott Peck, de uma forma simples e directa, dirige-se várias vezes ao leitor, dando exemplos dos seus casos reais na sua prática, para transmitir algo superior a si mesmo - rumo ao desenvolvimento espiritual.

Uma passagem pelo caminho do autoconhecimento, nas suas várias vertentes: disciplina, amor, religião e graça.

Porque amor não é dependência, tendo de se desvincular do ego, para se tornar verdadeiro, sem esperar recompensa. Para sermos amados, temos de nos tornar amáveis e isso implica disciplina.

O autor descreve o amor como uma forma de estar, assim como o amor a Deus. Sendo Deus, independentemente das crenças de cada um, o objectivo final do nosso desenvolvimento. Cada passinho na nossa evolução, no nosso desenvolvimento, na nossa sabedoria, na nossa identidade, é um passinho mais próximo de Deus.

E reconhecer a graça, aquela mão invisível que nos guia neste caminho difícil, saber acolhe-la e utilizá-la a nosso favor, mesmo sendo uma força para lá do que nos é consciente e tangível.

“O caminho menos percorrido” que implica esforço e disciplina, é um livro muito rico que recomendo, para quem, assim como eu, quer atingir todos os dias uma versão melhor de si próprio.

.

Por aí, já alguém leu está relíquia?

Contem-me!

.

22
Jun21

Na intimidade


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Intimidade, quando nos despimos e ficamos a sós com a nossa pele, com o corpo. Intimidade de poder espreitar a pele e corpo do outro, sem julgamentos ou preconceitos.
E gostamos de nos perder na pele dos outros. Nos corpos dos outros. Numa intimidade tão peculiar, tão única de corpo em corpo. Como se cada corpo fosse uma história, criamos história em cada pele. De intimidades diferentes, com cheiros e sabores próprios.
E o prazer que é pele na tua pele?


Atrevo me a dizer que o q dá prazer é o sexo, mas ainda mais prazer dá o sexo com intimidade. Porque é na intimidade que assumimos as mais variadas personagens, satisfazemos fetiches possuídos pelos animais que vivem em nós, que fazem parte do mais obscuro e selvagem de nós.


No sexo, somos da nossa real natureza. Na intimidade, misturamos essa natureza com as sensações arco-íris que vêm do coração. Atrevo-me a dizer que a intimidade dá prazer, se formos animais de coração na boca e paixão no olhar. Atrevo-me a dizer que o sexo sem a intimidade de nada vale, a não ser para satisfazer necessidades carnais. A intimidade vem adornar a carne, dar-lhe o sal e a pimenta, para se comer tenra e com mais sabor.

A intimidade vem decorar os contornos dos corpos, descobrir o que faz arrepiar a pele e, mesmo sem maneiras, lambuzar os prazeres escondidos nos vários lábios imorais e extensões voluptuosas que compõe o nosso ser.

12
Jun21

Complexos


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Num corpo que nasce

Cresce, cheio de história

Toma várias formas e contornos

Onde a vida atribui memória

 

Conscientes do que somos,

Reconhecemos os valores morais

Ainda assim, cortejamos

E fixamo-nos nos complexos corporais

 

Ou são as mamas descaídas

Ou aparecimento da celulite

Focados no exterior

E em atingir corpos de elite!

 

São os pelos a mais,

As dietas descomedidas

Esquecemo-nos dos sorrisos

E que o interior também enche as medidas

02
Mai21

De louvar existirem seres como tu na Terra


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Nasceste a achar que a felicidade dos outros depende de ti. Carregas isso às costas, com muito sacrifício. Sacrifício. Sacrificas a tua própria felicidade em prol dos que amas. Mesmo tendo perfeita noção disso, continuas. Num masoquismo a que estás habituado e que é o teu estado usual, o confortável, onde aprendeste a morar.

De louvar existirem seres como tu na Terra.

Vives para ver sorrisos à tua volta, dependendo o teu sorriso disso.

Com um sorriso tão bonito e genuíno, que podia ter mais vezes vida própria, vive atrelado a vontades alheias, a privilégios  que são de todos, menos teus. Num sorriso tão altruísta, que o torna ainda mais mágico.

Com o mundo às costas, não só o teu, mas o de todos. Vives a felicidade dos outros como sendo responsabilidade tua. Não é. Ensina-os a saberem ser felizes com o muito que levam dentro. São dependências que não vais conseguir suportar a longo prazo.

Tens medo de falhar. Quem não teria? Com tantos encargos. Esqueceste que só vives esta vida e que é vivida pelo teu corpo, pela tua essência, não através dos outros.

E vais falhar. Mas tu sabes que não falhas. E por não gostares de falhar, intensificas ainda mais o teu estado de alerta, prostração e de inquietação. Que te desgasta, que te deixa exausto.

De louvar existirem seres como tu na Terra, ainda assim, gabo-te a coragem, a determinação e, mais que tudo, o custo.

Vives sobe a benevolência do que é o amor e não vives o amor em si. Numa sabedoria de saber dar demais sem deixar receber. Porque, ainda assim, achas-te pouco merecedor de o receber. Um sufoco que poucos aguentariam. Um sufoco cheio de expectativas voltadas na tua direção, que entopem o canal de entrada, o de receber.

No meio de tanto aperto, aprendeste a ser forte, a ser perspicaz, a ser os que os outros precisam que sejas. E esqueceste-te que ainda vives dentro de ti. Esqueceste-te que existes e que tens tanto potencial camuflado por todas essas camadas de tarefas pesadas que te sentes condenado a carregar.

Não sei quem te incutiu tamanhas responsabilidades. Acredito que sempre te sentiste capaz, porque sabes que és. Mas dá medo ser tanto para tantos. Dá medo colocar tanta energia e foco nos outros e achares que não é retribuída da mesma maneira. Porque cada um dá o que pode/consegue/quer dar. E tu, por dares tanto, por reconheceres em ti tamanho sacrifício, assumes que a retribuição nunca será suficiente.

Tratas com tanta delicadeza e compaixão os que amas e esqueceste, com a mesma delicadeza e compaixão, de te amar a ti. O amor por ti, esse sim, deveria ser suficiente, se reconhecesses o mesmo talento e mestria que eu distingo em ti.

Ainda assim, é de louvar existirem seres como tu na Terra.

 

📸 por Catarina Alves: @Freezememories_

 

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