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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

16
Ago21

Um Adeus


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Os ciclos começam-se, decorrem e encerram-se. Aceitam-se os encerramentos, para novos ciclos se iniciarem. E assim é a lei da vida. A mãe natureza.

Hoje sinto o sabor da morte de uma forma diferente. Mais aguçado, mais espinhoso. Vou percebendo como a vida é frágil, muito mais para os que têm o corpinho coberto de penas. E eu amei-o tanto, tanto, como se tivesse o coração fora do peito, transportado para aquele corpinho esguio cheio de penas aveludadas. Verdes e laranjas, da cor da papaia.

De uma alma aventureira, o Shelby, era rebelde, curioso e meigo. Espero que encontre outro corpo físico que lhe faça valer toda aquela alma valente e espevitada.

Recordo-o com uma saudade que me queima o peito. De um ardor capaz de voltar o tempo atrás só para o sentir mais por uns momentos. Aquele macio, o calor do seu corpinho no meu.

Era notável o quanto nos amava e o quanto era um passarinho sortudo e feliz. Onde o coração tinha a liberdade de pousar onde quisesse. Só lhe faltava falar para nos dar a certeza do que era tão evidente.

Hoje sinto o sabor da morte, frágil, rápida, voraz. A lei da vida. Uma dor amarga, difícil de encarar.

07
Ago20

O Avô Alberto


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Não gosto de falar na morte,
nem penso muito nela.
Porque os vivos tem a sorte
De ter a vida numa paralela.

Vivemos das recordações,
Amor, paz e saudade.
Temos os mortos nos corações,
E os restos mortais na dignidade.

Em campas ou jazigos,
Lugares por esse planeta.
Estão parentes e amigos,
Mas o avó Alberto ficou na gaveta.

Coitado do avó Alberto,
De quem a família pagou hipotecas
Para ficar guardado decerto
Como quem guarda as cuecas.

Mas recordamos com amor,
Os nossos entrequeridos.
Até na morte, com primor
Guardamos os ossos repartidos.

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