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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

30
Mar20

Para chegar perto, medito


O que é a meditação? Ninguém sabe ao certo uma definição exata. Depende das prespectivas, da cultura, religião e até dos objectivos individuais da prática. Percebo também que seja difícil encontrar uma definição transversal ao sentir, aceitar, controlar, agradecer, concentrar, respirar, focar, etc.

Tentei várias abordagens da meditação guiada, testei várias fontes mas, perdia-me em quase todas. Acabei por encontrar uma aplicação com a qual me identifico (deixo o link: http://medite.se/) e, desde então, tento que faça parte da minha rotina. Sinto que, cada vez que medito, dou mais um passo em direcção ao autoconhecimento e consciencialização do que sou, sem julgamentos.

Então, da a minha prespectiva, também com base nos meus objectivos, a meditação passa por vários estádios de aceitação, reconhecimento, autoconhecimento, agradecimento e foco, sempre com o auxílio da respiração.

Aceitar os pensamentos que vêm, perceber porque é que vêm, agradecer por terem vindo e deixa-los ir, voltando-nos a focar na respiração.

Enquanto medito, apercebo-me que a minha mente é um rolo de pelicula em projecção analógica. Mete pelicula, tira pelicula, silêncio… Mete pelicula, tira pelicula, silêncio…

Capto e aceito cada pelicula que representa o que estou a sentir ou a pensar, tento entender o porquê, agradeço por ter acontecido e foco-me novamente… Silêncio (oiço o som das minhas inspirações e expirações profundas). Para em breves instantes, dar lugar a outra pelicula com outros pensamentos e sentimentos que a mente quer que eu reconheça e aceite.

É como “higienizar a mente” segundo Rute Caldeira, no seu livro O poder da meditação. Não poderia descrever melhor. Atrevia-me a dizer, quase como uma triagem já com consulta incluída, ao mundo dos pensamentos e dos sentimentos. Definição do que somos, do que sentimos, da forma como pensamos.

Defino bem no meu interior cada sentimento, sentindo-o… dando-lhe uma forma, um estado, um brilho. Para mais tarde, no meu quotidiano, me lembrar de como é que ele é e poder ir buscá-lo sempre que sentir necessidade.

É muita coisa para uma mente, sem juízo, que se encontra constantemente em fogo de artificio.

“Tem juízo, Joana!” naquela voz materna, ainda tão presente, obriga-me a tentar assimilar tudo. Para que num futuro, a tranquilidade emocional substitua o fogo de artificio que até então habita a minha mente.

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