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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

26
Abr21

Esperança


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A luz no meio da escuridão, o sorriso escondido entre lágrimas, um raio de sol num dia chuvoso. Hoje fala-se de Esperança. Que tem de tão harmonioso, como de instantâneo e escorregadio. Que tem a força de mil homens mas fraqueja no tempo. Um sentimento carregado de boas sensações, com uma sonoridade incrível! No entanto, tão ocasional... É viver por segundos na utopia, porque confiar assim perpetuamente no tempo torna-se humanamente inacessível.

Sentir esperança é inspirar o máximo que conseguimos e oxigenar as células do Acreditar. Traz-nos a fé, a que muitas vezes precisamos para continuar. A esperança é do tamanho dos nossos sonhos, aqueles feitos de futuros risonhos e brilho no olhar.

É também saber esperar, é saber confiar no universo. No que nos é desconhecido. É neste misto de ambiguidade e crença que está a esperança. E de tão bonita que é, permitam-se senti-la mais vezes.

Num mundo como o que vivemos agora, vamos dar à esperança comprimento e tirar-lhe o resvaladiço. Vamos-nos fazer valer dela, para que possamos continuar, de esperança em esperança, a sorrir à vida, com a fé ao colo e luz no coração.

 

Texto premiado para o V encontro de escrita da @yoursmaryjane@omundonasentrelinhas com a colaboração da @aw.ro.ra sobre Esperança. Uma bonita iniciativa, tendo em conta o mundo como o que vivemos hoje. O meu enorme Obrigada a estas artistas! 

 

 

26
Dez20

Que cor tem o Natal? Por Joana, com juízo


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Que cor tem o Natal?
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O meu natal é de xadrez, cruzamentos de cores quentes com cheiro a lenha queimada e bacalhau no forno.
O meu natal tem cor de vermelho-cereja fumegante, entrelaçado em verdes natureza e dourados brilhantes.
Cores feitas de amor-rubi aconchegante, das cores que falam do apego com brilhos de magia do que é estar em família.
Verdejantes cores da saudade e na esperança que nunca nos acabem os momentos em conjunto, de olhos colados uns nos outros e gargalhadas na voz.
Natal iluminado em tons de dourado-riqueza, daquela que vive na sorte de nos termos uns aos outros.
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Desafiei-me também no meu desafio de Natal e escrevi sobre - Que cor tem o Natal?

Com as cores do arco-íris, ou apenas de branco, desejo a todos um Feliz Natal! 

22
Nov20

Descobri, que não sei falar de amor


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Descobri,

que não sei falar de amor.

Das frescuras do coração

Apenas o sei sentir,

Mas expressá-lo não.

 

Descobri,

que não sei falar de amor.

Julgo saber escrê-lo ao mundo

Na escrita, qualquer sentir

Se torna e se mantém profundo.

 

Descobri,

que não sei falar de amor.

Sei rimar por mera cortesia,

Mas no que toca ao amor

Desculpem, não sei fazer poesia.

 

Poema recitado em: Temjuizo_joana

30
Ago20

Nações irmãs, rótulos e preconceitos


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Dizem que a língua portuguesa é traiçoeira. Traiçoeira a língua, de capacidades mesquinhas. Caracterizam o povo do samba, como gente cheia de segundas intenções. De língua afiada, falam das mulheres carnudas, de bumbuns esculpidos, com azedume no palato. Mulheres da vida, cheias de interesse económico. Quando se esquecem, essas línguas, de mudar o ângulo oftálmico.
Os amantes do carnaval, samba no pé, bebida na mão, expõem-se na malandragem, assim vê o português acanhado e tacanho.
Vêm do Rio, São Paulo, locais com boas praias, caipirinhas e cascatas, dos sítios onde são gravadas as novelas. E tão boas novelas têm, dizem as matriarcas de Portugal.
Você diz que a língua portuguesa é traiçoeira, mas afiada é mesmo a brasileira em qualquer situação. Herdamos este costume de onde? De sua colonização?
Resposta para isso eu não tenho, mas certamente desconheço metade dos estereótipos que me conta. São não mais que preconceito e me sinto no direito, talvez até no dever, de contar para você como vemos Portugal.
Antes, no entanto, peço que não me leve a mau, pois, de fato não penso assim. Enfim, vamos lá!
Não sei de onde surgiu, mas sei que alguém pintou que seus compatriotas são tão burro quanto portas e ainda querem zombar do Brasil. De bigode no rosto e sem vergonha na cara, não passam do preconceituoso quintal europeu que fala, com sotaque engraçado, do povo brasileiro. Prestam somente e talvez para ser padeiro, porque nem para marinheiro serviu. Saíram a caminho das Índias e acabaram por encontrar os índios aqui no Brasil. Por fim, gostaram tanto da terra que decidiram ficar, mas, hoje, em pé de guerra, as nações-irmãs, infelizmente, não fazem mais que se insultar.
É uma pena, de fato, ver que estes traços caricatos que acabamos de descrever são os que se perpetuam na cabeça do povo. Compramos imagens vendidas sem perceber que as diferenças culturais não têm de se estereotipar. Há tanta beleza que se perde nas entrelinhas dessa história, que, se fosse possível, começaria de novo nossa trajetória como irmãos, espalhando aos parentes, aos amigos e até aos desconhecidos a riqueza de nossa ligação. Somos uma mesma humanidade e as ideias pré-formadas devem-se dissipar.
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Um texto em parceria com Emminhasentrelinhas1989 - Vitor Martins, com uma live a falar sobre o assunto.


Obrigada Vitor, pela oportunidade, foi super enriquecedor poder reflectir em conjunto sobre as nações irmãs, uma relação única no mundo inteiro!

A célebre frase que encerra o nosso live:
“Uma das melhores formas de ser português é servir e amar o Brasil” - Jaime Cortesão.

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