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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

21
Set21

Um post!


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ʚ Aquela pressão de fazer um post sem ter nada sobre o que escrever... Sabem?

Ahhhh, mas não te vás embora daqui, tenho tanta coisa para te contar!

ʚ Vem comigo, que tenho de escrever um post!

"Ganha juízo, Joana!", já dizia a minha mãe. Mas qual? Onde vou buscar disso? 

Tenho o cérebro a dar um nó e ainda nem uma palavra de jeito escrevi.

Vamos lá, querida noz, aí em cima, por baixo dessa grande cabeleira despenteada, põe-te a trabalhar, dá-me um tema importante, um tema urgente!

Há regras para cumprir, tempos para acertar, criatividade para extrair e... Puff!

ʚ Pressionada por fazer um post, para vocês não me fugirem, para não se esquecerem de mim. Pressionada por fazer um post com sentido, com princípio, meio e fim. Pressionada por fazer um post segundo as novas dicas do curso de escrita criativa. Fazer um post importante, que vos faça ficar por perto. E no fim, que vos trago hoje? Absolutamente nada! Têm dias assim? 

ʚ Quero acreditar que, desse lado existe quem realmente goste de me ler, que se conecte comigo, que sinta da mesma forma que eu, mesmo quando as palavras me fogem para conseguir chegar até vós.

"Para quê ter juízo, minha mãe?", se este mundo anda louco como eu!

 

P.S - Perder tempo a ter juízo? Prefiro perdê-lo!

P.S nº2 - E depois demorar um pouco para o encontrar! 

 

12
Jun21

Complexos


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Num corpo que nasce

Cresce, cheio de história

Toma várias formas e contornos

Onde a vida atribui memória

 

Conscientes do que somos,

Reconhecemos os valores morais

Ainda assim, cortejamos

E fixamo-nos nos complexos corporais

 

Ou são as mamas descaídas

Ou aparecimento da celulite

Focados no exterior

E em atingir corpos de elite!

 

São os pelos a mais,

As dietas descomedidas

Esquecemo-nos dos sorrisos

E que o interior também enche as medidas

05
Abr21

São várias as personagens que moram em mim


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Sou uma quantidade infinita de seres. Joanas do meu pequeno vasto mundo.
Faço-me acompanhar de todas, mesmo quando algumas decidem tirar uma sesta.
Na maior parte do tempo, gosto de ser a Joana extravagante, a de riso fácil. Com uns dentes enormes que ocupam toda a face. A que vive no mundo cor de rosa, cheio de optimismo e boa disposição. A que faz piada de tudo, a que dança ao som de qualquer música. A que consegue amar todos os seres da terra, de um amor que vai para lá das barreiras do julgamento.
Existe a Joana solitária, que gosta do silêncio. Que reflecte profundamente e brinca com as palavras num jogo de escrita. A joana que, no seu recanto, dá injecções de criatividade em todas as formas que sabe ser. Esta é mais sossegada e sensata, apesar de ter um turbilhão de pensamentos a passar-lhe a alma.
A joana obstinada, a que tem de fazer tudo a tempo e horas. A que se acha fortíssima e invencível pelo cansaço. Cheia de agendas e post-its, enérgica, não descansa até ter tudo terminado. Ela não gosta de se deitar cedo e tem dificuldade em adormecer.
Para contrabalançar, lá acorda a Joana sombria, a que vive no escuro com frio. A que acha o mundo triste e sem sentido. A Joana que vive com um saquinho de lágrimas escondido debaixo da cama, para ninguém ver. Joana, birrenta, que não quer amar, nem receber amor. Que critica todas as obras de arte feitas pela sua mão, que não reconhece valor algum.
Descobri uma Joana ansiosa também, com o cérebro a mil, faz trinta por uma linha para que tudo o que lhe passe pela cabeça sejam pensamentos aflitivos e angustiantes. Dos que fazem tremer as pernas e fazer o mundo desmoronar.
Logo vem a Joana que acha tudo possível. Esta, vive de sonhos, sonhos onde a sociedade tem uma estrutura diferente e o tempo não existe. Uma joana cheia de oportunidades, de afazeres por concretizar. Quer experimentar tudo, vivenciar o mundo, ser tudo, sem deixar nada a perder.
Quem sou eu? Sou um conjunto de todas estas Joanas e mais algumas. Conheço melhor umas que outras, mas trato-as todas por “tu” para que saibam do à-vontade que tenho junto delas. Aceito-as como partes de mim, partes que crescem comigo, que fazem parte da minha história, da história deste corpo.
Quem sou? Sou um dissabor de Joanas. Sou livre de não me limitar às Joanas que tenciono conhecer nesta fracção de vida. Porque, neste corpo, há sempre lugar para mais uma que me surpreenda e que me cabe a mim cuidar.
E tu? Conheces todas as personagens que habitam em ti?

24
Ago20

Ode ao vinho tinto


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Tinto, tinto, meu encarnado

Escorregas sempre bem.

Boa uva, boa casta

E o branco vai também.

 

Dás-me calor ao corpo

Cor às bochechas,

Muito riso no rosto,

Sensível e lamechas.

 

Sou tua amante,

Por me afagares as memórias.

Desde que haja bom vinho,

Haverão sempre boas histórias.

 

Inspiras-me bastante,

Também me deixas a boca seca.

E não menos importante,

Proporcionas-me uma boa soneca.

21
Ago20

A história de um lago


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Era uma vez um lago que servia de casa a alguns animais.

Uma casa grande com uma ponte, fetos, pedras e nenúfares.

No lago viviam rãs, que treinavam as suas vozes durante a noite, dando música a quem os queria ouvir.

No lago viviam também lagostins, já viveram peixes, se bem que agora não tenho visto nenhuns...

A minha mãe criou a D. Ilda em casa, uma tartaruga cheia de requintes, pança cheia e sempre com os melhores tratos. Quando ela atingiu a idade adulta, deu-lhe o lago, como o maior presente que qualquer tartaruga gostaria de ter.

Facilmente a D. Ilda se adaptou ao novo lar. Adora esconder-se debaixo dos nenúfares e parece-me fazer amigos e inimigos também. Portanto, dá-se bem na sua nova casa.

Vim ver a D. Ilda, enquanto estava de férias.

A D. Ilda tem estado a ser bem alimentada! Diariamente, com grandes doses de granulado, como se fazem aos cães. Já a vi escondida perto da ponte mas, ela fugiu para debaixo da planta flutuadora, onde ela gosta de estar! Entretanto, já comeu mais um lagostim... mas, as rãs também podem ser as culpadas do desaparecimento dos pobres coitados. Não sei se elas gostam de lagostim para o jantar, mas a D. Ilda parece gostar!

Era uma vez um lago, onde agora vive a D. Ilda.

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