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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

25
Jul21

O caminho menos percorrido - M. Scott Peck


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Hoje trago-vos um livro. Um livro que mudou a minha visão do amor, da responsabilidade, religião e da vida, em geral.

Escrito pelo psicoterapeuta americano M. Scott Peck, de uma forma simples e directa, dirige-se várias vezes ao leitor, dando exemplos dos seus casos reais na sua prática, para transmitir algo superior a si mesmo - rumo ao desenvolvimento espiritual.

Uma passagem pelo caminho do autoconhecimento, nas suas várias vertentes: disciplina, amor, religião e graça.

Porque amor não é dependência, tendo de se desvincular do ego, para se tornar verdadeiro, sem esperar recompensa. Para sermos amados, temos de nos tornar amáveis e isso implica disciplina.

O autor descreve o amor como uma forma de estar, assim como o amor a Deus. Sendo Deus, independentemente das crenças de cada um, o objectivo final do nosso desenvolvimento. Cada passinho na nossa evolução, no nosso desenvolvimento, na nossa sabedoria, na nossa identidade, é um passinho mais próximo de Deus.

E reconhecer a graça, aquela mão invisível que nos guia neste caminho difícil, saber acolhe-la e utilizá-la a nosso favor, mesmo sendo uma força para lá do que nos é consciente e tangível.

“O caminho menos percorrido” que implica esforço e disciplina, é um livro muito rico que recomendo, para quem, assim como eu, quer atingir todos os dias uma versão melhor de si próprio.

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Por aí, já alguém leu está relíquia?

Contem-me!

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26
Set20

Trivialidades


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Escolho a roupa no dia anterior. Sempre fiz isso, deito-me a pensar na roupa adequada ao evento, nos acessórios que ficarão bem e no calçado.

No cérebro de uma mulher, mesmo a mais ocupada e intelectualmente inteligente, há sempre espaço para calcular este tipo de futilidades.

No dia seguinte, se tenho a sorte de me sentir confortável naquela roupa, despacho-me rápido. Se não, é um problema que me vai ocupar uns bons minutos de indecisão.

A roupa é nada mais que um enfeite. Enfeitamos o corpo com o que a alma se sente melhor.

Visto-me de cores para saberem de que é que é feita a minha essência. Das cores vivas d’um arco-íris cheio de boa disposição.

Artilho-me de acessórios, só porque os tenho e nunca os uso. A minha profissão não permite.

Ponho o meu melhor perfume. Aquele de verão. Tenho dois, gosto de ter dois. Um para o inverno mais carregado, outro para o verão mais leve e floral.

Maquilho-me apenas com um simples rímel, para sobressair os meus olhos pequenos e escuros. Estou morena, não preciso de base ou sequer de blush.

Na cabeça vão os óculos de sol, só porque tenho muitos e nunca os uso, pelo menos, não as vezes que deveria para a quantidade que tenho.

Agarro a mala que escolhi para o conjunto, calço os ténis de última moda, aqueles por que sou louca.

E saiu, fresca, lá vou eu.

 

Imagem por: Catarina Alves - freezememories_

 

31
Ago20

Oh menina


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Tanto tens de jovem,

como de alma velha

Menina, menina, viveste muito

Ou ainda pouco viveste.

A vida pregou-te uma quantas partidas

Mas a personalidade tu a mantiveste.

 

Faladora, e não só és pelos cotovelos

Menina de sorrisos largos

Dás o peito e tudo o que lá vem dentro

Dás os bolsos e tudo o que lá vai dentro

Vestes as pessoas de afecto

Das a mão e, às vezes, tecto.

 

Oh menina de amizades ágeis

Não gostas do caos

Enroscando-te nele.

Por fazeres do controlo um desporto,

Fazem do caos o teu costume

Como quem faz do lar, conforto.

 

Menina, que pega nas palavras

E faz amor

Enquanto a lua se senta para ver

Fazes música, constróis emoções,

Dás alma a quem te quiser ler.

 

Mantém-te firme, menina

Que ainda vais levar alguns abalos

Mantém-te firme, oh menina

Mantém também essa tua loucura

E digo-te mesmo à descarada

Que és a minha melhor leitura.

21
Ago20

A história de um lago


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Era uma vez um lago que servia de casa a alguns animais.

Uma casa grande com uma ponte, fetos, pedras e nenúfares.

No lago viviam rãs, que treinavam as suas vozes durante a noite, dando música a quem os queria ouvir.

No lago viviam também lagostins, já viveram peixes, se bem que agora não tenho visto nenhuns...

A minha mãe criou a D. Ilda em casa, uma tartaruga cheia de requintes, pança cheia e sempre com os melhores tratos. Quando ela atingiu a idade adulta, deu-lhe o lago, como o maior presente que qualquer tartaruga gostaria de ter.

Facilmente a D. Ilda se adaptou ao novo lar. Adora esconder-se debaixo dos nenúfares e parece-me fazer amigos e inimigos também. Portanto, dá-se bem na sua nova casa.

Vim ver a D. Ilda, enquanto estava de férias.

A D. Ilda tem estado a ser bem alimentada! Diariamente, com grandes doses de granulado, como se fazem aos cães. Já a vi escondida perto da ponte mas, ela fugiu para debaixo da planta flutuadora, onde ela gosta de estar! Entretanto, já comeu mais um lagostim... mas, as rãs também podem ser as culpadas do desaparecimento dos pobres coitados. Não sei se elas gostam de lagostim para o jantar, mas a D. Ilda parece gostar!

Era uma vez um lago, onde agora vive a D. Ilda.

15
Ago20

A catarina


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Catarina, nome de princesa. Vivia de vestidos, mimos, bonecas e vestia-se de Amor.

Olhos amendoados, pele macia e um queixo bem vincado. Era envergonhada, mas destemida, a catarina tem nome de princesa e vestidos de xadrez.

Cresceu, tão juntinha a mim, destemida, cresceu e eu nem dei conta. Daquelas companhias para a vida, juntinha a mim, absorveu tudo o que era coragem, ousadia e levou a rebeldia debaixo da língua, como quem guarda cartas na manga. A valentia, essa, levou-a no bolso, para qualquer eventualidade.

Ela, com nome de princesa, é agora a mulher mais audaz que conheço. Encharcou-se em dignidade que fez dela um ser único, a consciência, ela bebeu-a de penálti, só para saber sê-lo em toda a sua plenitude.

Vive na sombra de um pai conservador, que queria uma filha singela. Pelo meio dos conflitos de amor, do pai ela soube que a liberdade tem um preço, o preço, que por entre os valores morais aprendidos, lhe custou a honestidade. Aprendeu tudo isto com o pai, da maneira mais difícil. A catarina com nome de princesa, é honesta mas danada nos anos da adolescência!

A mãe dá-lhe goles de sobrevivência, só para lhe sacar os sorrisos, quer ve-la viver a vida, na aspiração de ser a sua melhor amiga leal e para a eternidade.

Mas a Catarina vive de sorrisos fáceis, tão fáceis que se lhe criaram covinhas à entrada de cada sorriso. Numa harmonia que enche qualquer sala, às vezes, desejo ser como ela, mesmo sendo ela o espelho do que eu sou.

Sinto que lhe dei um ventilador de auto-confiança, tive essa oportunidade de lhe tocar o carácter. Pressinto que também lhe dei a língua afiada. A sua espontaneidade fá-la parecer jovem, mas tem uma cabecinha ajuizada.

A Catarina é de festas, gargalhadas e música para os ouvidos. Faz falta em qualquer casa, pela presença irreverente e atrevida.

Obstinada por querer ser alguém, diz tudo como os malucos, enquanto inala uma segurança tal que faz estremecer qualquer um.

Insubordinada, deixou os vestidos de xadrez para se vestir de honra. A Catarina já não é mais uma princesa, mas o sangue da nobreza ainda lhe aviva os cantos do ser.

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