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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

02
Mai21

De louvar existirem seres como tu na Terra


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Nasceste a achar que a felicidade dos outros depende de ti. Carregas isso às costas, com muito sacrifício. Sacrifício. Sacrificas a tua própria felicidade em prol dos que amas. Mesmo tendo perfeita noção disso, continuas. Num masoquismo a que estás habituado e que é o teu estado usual, o confortável, onde aprendeste a morar.

De louvar existirem seres como tu na Terra.

Vives para ver sorrisos à tua volta, dependendo o teu sorriso disso.

Com um sorriso tão bonito e genuíno, que podia ter mais vezes vida própria, vive atrelado a vontades alheias, a privilégios  que são de todos, menos teus. Num sorriso tão altruísta, que o torna ainda mais mágico.

Com o mundo às costas, não só o teu, mas o de todos. Vives a felicidade dos outros como sendo responsabilidade tua. Não é. Ensina-os a saberem ser felizes com o muito que levam dentro. São dependências que não vais conseguir suportar a longo prazo.

Tens medo de falhar. Quem não teria? Com tantos encargos. Esqueceste que só vives esta vida e que é vivida pelo teu corpo, pela tua essência, não através dos outros.

E vais falhar. Mas tu sabes que não falhas. E por não gostares de falhar, intensificas ainda mais o teu estado de alerta, prostração e de inquietação. Que te desgasta, que te deixa exausto.

De louvar existirem seres como tu na Terra, ainda assim, gabo-te a coragem, a determinação e, mais que tudo, o custo.

Vives sobe a benevolência do que é o amor e não vives o amor em si. Numa sabedoria de saber dar demais sem deixar receber. Porque, ainda assim, achas-te pouco merecedor de o receber. Um sufoco que poucos aguentariam. Um sufoco cheio de expectativas voltadas na tua direção, que entopem o canal de entrada, o de receber.

No meio de tanto aperto, aprendeste a ser forte, a ser perspicaz, a ser os que os outros precisam que sejas. E esqueceste-te que ainda vives dentro de ti. Esqueceste-te que existes e que tens tanto potencial camuflado por todas essas camadas de tarefas pesadas que te sentes condenado a carregar.

Não sei quem te incutiu tamanhas responsabilidades. Acredito que sempre te sentiste capaz, porque sabes que és. Mas dá medo ser tanto para tantos. Dá medo colocar tanta energia e foco nos outros e achares que não é retribuída da mesma maneira. Porque cada um dá o que pode/consegue/quer dar. E tu, por dares tanto, por reconheceres em ti tamanho sacrifício, assumes que a retribuição nunca será suficiente.

Tratas com tanta delicadeza e compaixão os que amas e esqueceste, com a mesma delicadeza e compaixão, de te amar a ti. O amor por ti, esse sim, deveria ser suficiente, se reconhecesses o mesmo talento e mestria que eu distingo em ti.

Ainda assim, é de louvar existirem seres como tu na Terra.

 

📸 por Catarina Alves: @Freezememories_

 

03
Jan21

Brindar a Vida


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Não costumo pedir desejos. Para o que eu quero, arranjo sempre um lugar. Neste ano atípico, de adversidades, diferenças e dificuldades, espremeu-se um sumo de uva que me deu bom vinho.
Duma casta peculiar, tirei o proveito de saber ser, de saber estar num corpo em paz, mais consciente. Encontrei a felicidade que vem de dentro, a que não toca peças mas seres, causas e ligações.
Fermentei o amor, na sua forma pura, fermentei o amor próprio e o amor aos outros. Fiz-me rodear das pessoas que vibram o bem, no mesmo comprimento de onda que o meu. Fiz-me em escrita, fiz-me em criatividade e descobri que tenho várias formas que gosto de ser.
O produto final, consagrou-se num bom vinho, fácil de saborear, um vinho aromatizado de sorrisos, com o sabor das pessoas que me querem bem.
E com as cores do que é amor me pinto e vou indo para 2021. Num copo cheio de tudo o que me faz sentir ardente, sorriso na cara e brindo a Vida, num universo que conspirará sempre a favor, de quem traz gratidão ao peito e a empatia nas mãos.

Feliz Vida a todos!

20
Dez20

Desafio - “Que cor tem o Natal?”


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Pessoal, nesta época natalícia, tomem juízo e venham comigo neste desafio que vos proponho.

“Que cor tem o natal?”
Este é o tema sobre o qual gostava que escrevessem.
Para se inscreverem basta comentarem aqui 👇🏻 “eu sei” ou algo do género.
Dos inscritos, irei sortear 2 pessoas para virem comigo nesta aventura a escreverem como quiserem e da maneira que quiserem sobre o tema, pode ser em prosa, poema, o que estiverem mais à vontade. O único limite que vos imponho é: em 100 palavras apenas.

Nos dias 24 e 25 de Dezembro serão partilhados convosco os textos dos sorteados nas páginas de Instagram, Facebook e no Blog de “tem juízo, Joana”.

Quem vem comigo? Se quiserem identifiquem também alguém que possa estar interessado em participar! E ajudem-me a partilhar para poder chegar aos mais distraídos!
Estou à vossa espera.

Um enorme beijo virtual da Joana que, em época natalícia, toma muito juizoooooo!

06
Set20

Despedidas de criança


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Ver-te com as lágrimas nos olhos é coisa que me dói...

Tu, que adoras brincar comigo, que és louco por mim, como nunca ninguém foi...

Na hora da partida, ficamos com o coração apertadinho, a desejar que nunca aconteça. E tu, és tão forte, com 3 anos, és mais forte que eu.

Com 3 anos, tentam-te explicar que a vida é feita também de despedidas, quando na tua cabeça só passam histórias de encantar. Não quero que te tirem o brilho dos olhos, nunca.

Mas tu és tão forte, ficas ali, paradinho, não queres assistir a despedidas. Só dizes “não vás embora” na tua língua que só alguns compreendem. De olhos vermelhos, cheios de água, mas não choras. És tão forte, tu, quando a mim só me apetece chorar... e choro... mas tu não. Já sabes que os olhos quando não veem, o coração também não sente, ou não sente tanto. Sabes tão bem disso, que só queres que esse momento passe rápido, para te esqueceres dele e voltares às tuas histórias de brincar. Aquelas que vives com um sorriso. Ou até mais que um.

Digo que te amo, sem saberes ao certo o que isso significa. Como podes tu saber o que isso significa? Tantos adultos ainda nem sabem... Mas tu sabes que é uma palavra importante e retribuis-me porque, certamente, tem o tamanho do que estás a sentir.

 

Imagem por: Catarina Alves - Freezememories_

15
Ago20

A catarina


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Catarina, nome de princesa. Vivia de vestidos, mimos, bonecas e vestia-se de Amor.

Olhos amendoados, pele macia e um queixo bem vincado. Era envergonhada, mas destemida, a catarina tem nome de princesa e vestidos de xadrez.

Cresceu, tão juntinha a mim, destemida, cresceu e eu nem dei conta. Daquelas companhias para a vida, juntinha a mim, absorveu tudo o que era coragem, ousadia e levou a rebeldia debaixo da língua, como quem guarda cartas na manga. A valentia, essa, levou-a no bolso, para qualquer eventualidade.

Ela, com nome de princesa, é agora a mulher mais audaz que conheço. Encharcou-se em dignidade que fez dela um ser único, a consciência, ela bebeu-a de penálti, só para saber sê-lo em toda a sua plenitude.

Vive na sombra de um pai conservador, que queria uma filha singela. Pelo meio dos conflitos de amor, do pai ela soube que a liberdade tem um preço, o preço, que por entre os valores morais aprendidos, lhe custou a honestidade. Aprendeu tudo isto com o pai, da maneira mais difícil. A catarina com nome de princesa, é honesta mas danada nos anos da adolescência!

A mãe dá-lhe goles de sobrevivência, só para lhe sacar os sorrisos, quer ve-la viver a vida, na aspiração de ser a sua melhor amiga leal e para a eternidade.

Mas a Catarina vive de sorrisos fáceis, tão fáceis que se lhe criaram covinhas à entrada de cada sorriso. Numa harmonia que enche qualquer sala, às vezes, desejo ser como ela, mesmo sendo ela o espelho do que eu sou.

Sinto que lhe dei um ventilador de auto-confiança, tive essa oportunidade de lhe tocar o carácter. Pressinto que também lhe dei a língua afiada. A sua espontaneidade fá-la parecer jovem, mas tem uma cabecinha ajuizada.

A Catarina é de festas, gargalhadas e música para os ouvidos. Faz falta em qualquer casa, pela presença irreverente e atrevida.

Obstinada por querer ser alguém, diz tudo como os malucos, enquanto inala uma segurança tal que faz estremecer qualquer um.

Insubordinada, deixou os vestidos de xadrez para se vestir de honra. A Catarina já não é mais uma princesa, mas o sangue da nobreza ainda lhe aviva os cantos do ser.

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