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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

29
Nov20

Generosidade


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Dar o coração, com tudo o que lá vai dentro.
Falo da habilidade mágica de saber dar, sem esperar receber, a generosidade.
Porque é dando, que somos uns dos outros, fazendo-nos chegar perto da verdadeira essência do ser humano. Até do mundo.
Na abundância do que é o amor, esta é a forma mais bonita de se amar, de se ser.
O encanto de ser transcendente num mundo coberto de nadas e ainda assim, preservar este saber, o de dar, porque é um saber com que se nasce e que vem do coração, com tudo o que lá vem dentro.

25
Out20

Por detrás de um sorriso


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Se há coisa que fica sempre bem a qualquer um é o sorriso. Eu tenho um, gigante. Aliás, há alturas que toda a minha cara é um enorme sorriso, onde só cabem os olhos porque tem de ser.

Um sorriso fica sempre bem! Esconde demasiadas coisas que não quero mostrar. Disfarça inseguranças, distorce estados de nervosismo, vergonhas e imperfeições. Por detrás de um sorriso, há incertezas, há aspectos que não queremos mostrar, há fraquezas.

Por detrás de um sorriso gigante, há quem se sinta pequenino. Quem tenha medos. Dos medos que estremecem a voz e tremelicam os dedos das mãos.

Como uma base instável mas, que se demonstra a pedra mais segura em cima de um penhasco.

É preciso um sorriso gigante, como o meu, para conseguir esconder tudo. Por vezes falta de confiança, talvez até falta de fé no que sou e naquilo que sou capaz de fazer, sempre me quis tapar as partes frágeis, outras vezes sorriu em apelo à validação dos outros. Oh! Eu sei bem o que escondo! Mesmo assim, prefiro não mostrar. Afinal, um sorriso fica sempre bem!

 

Imagem por: Catarina Alves - Freezememories_

19
Out20

Cultivo d’alma


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Esbraveando terrenos,

Descobrindo a alma,

Sigo serena por entre cultivos e colheitas.

Por vezes, sou terreno árido,

Outras vezes terra rica,

Faço em ambas boas colheitas

Quando a lua se põe cheia.

Cultivo nos territórios do que é ser,

Amanho tudo o que sou,

Questiono quais os melhores grãos

Que farão a minha alma florescer.

Peneiro sementes fortes das hostis

E faço cair em solo fértil

As que sei tornar em obras-primas.

O que não é para crescer,

Não se lhe dá fertilizante.

E a alma amadurece

Depois de tanta semeada

Colho o que tenho de colher

Avistando o imenso que sou.

E sigo a lavoura,

Cultivando o território bom,

Lavrando o menos fértil, 

para garantir

Que todos os meus hectares darão fruto.

26
Set20

Trivialidades


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Escolho a roupa no dia anterior. Sempre fiz isso, deito-me a pensar na roupa adequada ao evento, nos acessórios que ficarão bem e no calçado.

No cérebro de uma mulher, mesmo a mais ocupada e intelectualmente inteligente, há sempre espaço para calcular este tipo de futilidades.

No dia seguinte, se tenho a sorte de me sentir confortável naquela roupa, despacho-me rápido. Se não, é um problema que me vai ocupar uns bons minutos de indecisão.

A roupa é nada mais que um enfeite. Enfeitamos o corpo com o que a alma se sente melhor.

Visto-me de cores para saberem de que é que é feita a minha essência. Das cores vivas d’um arco-íris cheio de boa disposição.

Artilho-me de acessórios, só porque os tenho e nunca os uso. A minha profissão não permite.

Ponho o meu melhor perfume. Aquele de verão. Tenho dois, gosto de ter dois. Um para o inverno mais carregado, outro para o verão mais leve e floral.

Maquilho-me apenas com um simples rímel, para sobressair os meus olhos pequenos e escuros. Estou morena, não preciso de base ou sequer de blush.

Na cabeça vão os óculos de sol, só porque tenho muitos e nunca os uso, pelo menos, não as vezes que deveria para a quantidade que tenho.

Agarro a mala que escolhi para o conjunto, calço os ténis de última moda, aqueles por que sou louca.

E saiu, fresca, lá vou eu.

 

Imagem por: Catarina Alves - freezememories_

 

10
Set20

O caminho


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Por onde é o caminho?
Gostava que alguém mo ensinasse.
Para onde vou? O que quero, afinal?
Sou feliz sim, mas, e profundamente feliz, sou?
Falo da felicidade eterna, ininterrupta?
Será que existe? Quando a vou sentir?
Não deveria ter objectivos para chegar a ela?
Objectivos pessoais, insanos talvez, a que me deveria querer comprometer?
Gostava de os saber escrever.
Nem os sei, quanto mais escrevê-los.
Toda a gente tem presente os objectivos materiais, profissionais.
Mas e os outros?

Ensinem-me o caminho, que eu não sei.
Qual é a minha missão aqui?
Quais são os meus dons?
Deveria experimentá-los todos, como se me pusesse à prova, é isso?
A vida não pode ser apenas isto:
Nascer, crescer, trabalhar, ter uma casa, criar família, morrer.
Não pode ser só isto. Sim é muito. Mas, quando me atiraram ao mundo, não era só para fazer número.
Há algo de maior em cada um de nós, ainda por descobrir, pelo menos, ainda assim é para mim.
Há algo de heróico em cada um de nós. Um propósito. Qual?
Por onde hei-de eu começar?
Mas afinal... por onde é o caminho?
.

.

Alguém desse lado com as mesmas questões?

 

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