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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

22
Jun21

Na intimidade


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Intimidade, quando nos despimos e ficamos a sós com a nossa pele, com o corpo. Intimidade de poder espreitar a pele e corpo do outro, sem julgamentos ou preconceitos.
E gostamos de nos perder na pele dos outros. Nos corpos dos outros. Numa intimidade tão peculiar, tão única de corpo em corpo. Como se cada corpo fosse uma história, criamos história em cada pele. De intimidades diferentes, com cheiros e sabores próprios.
E o prazer que é pele na tua pele?


Atrevo me a dizer que o q dá prazer é o sexo, mas ainda mais prazer dá o sexo com intimidade. Porque é na intimidade que assumimos as mais variadas personagens, satisfazemos fetiches possuídos pelos animais que vivem em nós, que fazem parte do mais obscuro e selvagem de nós.


No sexo, somos da nossa real natureza. Na intimidade, misturamos essa natureza com as sensações arco-íris que vêm do coração. Atrevo-me a dizer que a intimidade dá prazer, se formos animais de coração na boca e paixão no olhar. Atrevo-me a dizer que o sexo sem a intimidade de nada vale, a não ser para satisfazer necessidades carnais. A intimidade vem adornar a carne, dar-lhe o sal e a pimenta, para se comer tenra e com mais sabor.

A intimidade vem decorar os contornos dos corpos, descobrir o que faz arrepiar a pele e, mesmo sem maneiras, lambuzar os prazeres escondidos nos vários lábios imorais e extensões voluptuosas que compõe o nosso ser.

26
Abr21

Esperança


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A luz no meio da escuridão, o sorriso escondido entre lágrimas, um raio de sol num dia chuvoso. Hoje fala-se de Esperança. Que tem de tão harmonioso, como de instantâneo e escorregadio. Que tem a força de mil homens mas fraqueja no tempo. Um sentimento carregado de boas sensações, com uma sonoridade incrível! No entanto, tão ocasional... É viver por segundos na utopia, porque confiar assim perpetuamente no tempo torna-se humanamente inacessível.

Sentir esperança é inspirar o máximo que conseguimos e oxigenar as células do Acreditar. Traz-nos a fé, a que muitas vezes precisamos para continuar. A esperança é do tamanho dos nossos sonhos, aqueles feitos de futuros risonhos e brilho no olhar.

É também saber esperar, é saber confiar no universo. No que nos é desconhecido. É neste misto de ambiguidade e crença que está a esperança. E de tão bonita que é, permitam-se senti-la mais vezes.

Num mundo como o que vivemos agora, vamos dar à esperança comprimento e tirar-lhe o resvaladiço. Vamos-nos fazer valer dela, para que possamos continuar, de esperança em esperança, a sorrir à vida, com a fé ao colo e luz no coração.

 

Texto premiado para o V encontro de escrita da @yoursmaryjane@omundonasentrelinhas com a colaboração da @aw.ro.ra sobre Esperança. Uma bonita iniciativa, tendo em conta o mundo como o que vivemos hoje. O meu enorme Obrigada a estas artistas! 

 

 

21
Mar21

No velho mar


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“Todas nós estamos presas a compromissos em terra. Ainda assim, o velho mar chama-nos a todas. Todas teremos de regressar” in mulheres que correm com os lobos - Clarissa pinkola estés.

No velho mar, aquele lugar mágico, secreto, nas profundezas do ser, vou fazendo umas visitas. Às vezes pontuais, outras vezes mais prolongadas.

No velho mar, reconstruo-me, faço castelos na areia, de muralhas altas para me proteger. É no som do velho mar, na estrutura das muralhas que vou buscar força. Sou força. Ninguém a é por mim. É lá que escrevo os meus pensamentos, reflito as emoções, o que sou e é lá que o velho mar também as leva. Numa relação de dar e receber. Dou de mim para receber clareza, força e consistência. É lá que vivo algumas estações do ano, é lá que guardo as minhas etapas, é lá que me acolho no tudo o que fui que acompanha tudo o que sou.

Do velho mar saio reerguida, cabelos cheios de sal, cristais do meu desenvolvimento, numa pele brilhante que reluz o amor que recuperei.

Um lugar encantador, que regresso de vez em vez aos pedaços. E de todas as vezes volto inteira.

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