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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

26
Dez23

Carta ao pai Natal


Pai Natal,

Este ano queria uma bicicleta com campainha, para apitar a quem caminha a passo de caracol. Desta vez não desças pela chaminé, o meu pai mandou fechar aquela chafarica. Que desgosto! Vem pelo exaustor! Se não souberes, pede à tua ajudante que, apesar de zarolha, tem o mapa do prédio. Aproveita e leva umas rabanadas, eu não posso… estou um pote!

 

Um desafio de Natal:

Exactamente 63 palavras

Palavras obrigatórias:

- zarolha

- chafarica

- pote

- desgosto

- rabanadas

- chaminé

- caracol

- ajudante

 

08
Dez23

Utopia de nós


Num reino de emoções etéreas, onde o amor dança na fronteira entre sonho e realidade. Somos o mesmo. Somos o eu, tu, nós, vós, somos eles. Somos um. Um coadunado. Ligado, contíguo, pegado.

Afora a carne, a matéria, o real.

Somos ficção.

Reinado das fantasias não consumadas, cantam-se as vontades, quase a tocarmos o amor ideal.

Entre sonhos, mastigamos prazeres não construídos, palpamos corpo que não sentimos. Somos fingidos no mundo real, que tantas vezes finge.

Existimos na imaginação, nos ideais que não existem. Quero-te abstrato, intangível! O teu perfume com cheiro ao vento de uma tempestade tropical, o teu toque almofadado de tons azul céu, a tua voz mole com sabor a chocolate quente, bem aquecido… Quero isso tudo, que nada é, a não ser encanto!

Tanto! Tanto!

Engolir-te num trago doce, cheio de tudo o que nasceu de mim… por ti. Esfregar-me no manto de uma saudade inventada, aromatizada pelas melodias da tua pele.

És labareda, intensa, que me ateia este coração sem abrigo. És os raios de sol, a maresia, a felicidade que mora no meu sorriso.

Vamos sem fronteiras… amarmo-nos!

Vamos sem limites… amarmo-nos!

Mesmo quando todos os limites forem fronteiras e todas as fronteiras chegarem aos limites… Amarmo-nos!

Entre os sonhos irreais e a realidade ilusória… bem no meio desta utopia, amar-te-ei em fábulas escritas pelo meu coração tão franco.

02
Dez23

O canto da flor sem pétalas


Na penumbra do desconhecido, onde sombras dançam como versos, inicio este poema.

Sapateio ao som balanceado de um tempo que não sei se quero,

Se me engano, se me boicoto.

Dilema!

Amadureci ao compasso da Oliveira

Vi dias e noites e noites e dias

No cimo da resiliência

Tempo remoto…

 

Entre luzes e escuridões procuro-me e não me encontro,

mesmo no meio deste poema.

Sou uma flor sem pétalas,

Um pássaro sem penas,

Uma árvore sem folhas,

Sou terra, apenas.

Um céu sem estrelas,

Um deserto sem areia.

Sou cicatrizes e

Sou sequelas.

 

Das sombras nasce luz,

Na minha luz caíram sombras

Onde as memórias são favelas.

As luzes de mim se lançam

Pardacentas, águas bentas bafientas, cinzentas

Sujas pelas dores dos espinhos de rosas brancas.

Passo tempos na escuridão olhando pela única nesga que deixo aberta

O sol que de mim nasce e em mim se põe

Quero a liberdade, tudo o que é leve, livre, liberta!

Por essa nesga procuro a minha luz,

A certa!

 

A vida é um plantio,

Tanto se dá, como se tira!

Tanto escurece como clareia

Tanto é verdade como mentira

Tanto é lavradio como é apenas areia…

 

👉 Um desafio de escrita prescrito pelo meu grande amigo e escritor Carlos Palmito! 

 

23
Ago23

Versos da Terra: A Jornada da Filha da Natureza


Sinto o frio percorrer-me desde o calcanhar às pontas dos dedos dos pés,
Cheira a terra molhada!
Um verde intenso, faz-me sorrir pela magia que se inspira por entre as árvores antigas

De mim exalam perfumes de eras remotas, as cores sabem a algodão-doce, a caramelo, aos nenúfares dos lagos nos quais a vejo entrar.
Permito que se banhe, envergando o fato que os seus pais lhe deram à nascença… a pele é leite, os cabelos uma floresta, os olhos, de uma criança que pisa este meu mundo pela primeira vez.

Nada me mete medo, sou filha da terra e os meus pés sabem o caminho para o seu coração.
O mistério conduz-me ao verde intenso, de sons extraordinários e uma escuridão que não amedronta, mas que afronta.
Trago a coragem ao peito e a rebeldia debaixo dos caracóis infantis… sou filha da terra!

Conduzo-a numa valsa, a dança entre a natureza e a beleza, torno-a rainha deste lar que sou eu, desta casa na qual a permito entrar.
As ervas roçam-lhe os tornozelos, afavelmente… nos troncos existem colmeias de mel, criadas no inicio dos tempos, mel com que a sacio, com que a deleito… os musgos são a frescura, as sombras um jogo… ao longe, aranhas tecem camas de embalar… para ela, a minha floresta trabalha, como um príncipe encantado cavalgando um alazão em direção à paixão.

 

👉 poema a duas mãos com Carlos Palmito 

 

21
Jan23

La vai ela…


Lá vai ela ao vento a pairar sobre lufadas de ar. Da cor de terra seca, aquela folha desprendeu-se do galho descendente do monumental e antigo Carvalho da Avenida. Não é simétrica e perdeu o aveludado, tornando-se estaladiça em virtude do pouco alimento. Desidratou, morreu e soltou-se ao vento. Está frio e uma aragem gélida, mas suave, que a vai empurrando para adiante, quando mais intensa, também a faz rodopiar, exibindo os seus contornos irregulares, com estreitos cortes quase até à nervura. Gira em torno do seu pedúnculo, numa dança com o vento, até se deixar cair silenciosamente na calçada.

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Um desafio proposto por Carlos Palmito: "sou uma folha ao vento, vejam como plano" tenta imaginar a cena e em narrador terceira pessoa descreve tudo o que conseguiste ver.

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