Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

03
Out21

Pediram-me para falar de Amor


Eu falo de Amor, mas falo de um Amor que não é o amor que se fala por aí.

O que eu acho ser Amor vai mais para além das barreiras egocêntricas de um amor a “pares”. Confundem-no com o amor romântico, o das películas de um romance, mas não é. Este amor, que me pediram para falar, cheira a maresia, é mais do que o desejo entre corpos, é mais do que a atração química de almas, é uma maresia que se inspira e nos invade todas as células do corpo. Eu explico-vos o que é o Amor.

Quem espera amor, amor terá de ser. Para sermos amados, amáveis temos de nos tornar. E ser amável não é procurar o Amor, mas sim encontrá-lo. Onde? Em nós.

Teremos de ser essa maresia altruísta, de um amor universal que aceita todos os seres do jeito e com a liberdade de que são feitos.

Ser amor é saber amar em qualquer circunstância. É dar espaço para ser, saber ser sozinho, saber amar sozinho, o amor próprio, sabem? Depois de ouvir todas as células do nosso corpo, depois de amar todos os contornos da nossa alma, estamos capazes de amar reciprocamente.

Este amor que trago hoje é um aliado ao crescimento individual e ao do outro.

É um de um Azul-turquesa gentil, feito de sorrisos no coração, mas nunca perdendo o seu próprio sorriso. Ele é disciplinado e suave. Dócil e astuto. Empático e mentor.

É saber ser uma extensão do outro, sem nunca perder a identidade.

É um elo ao desenvolvimento espiritual. Amar é ter prazer e ser colaborante no desenvolvimento positivo e individual do outro.

Só isso poderá ser Amor. Porque o verdadeiro Amor não cabe em 4 paredes de uma relação, não sabe estar entre os limites do nosso ego. Amor é tão mais que isso. O Amor é uma religião. A minha religião. Mas há religião que seja nada mais do que Amor? Ter fé que o Amor está na base de todos os valores morais da humanidade? É reconhecer o outro como uma parte integrante deste mundo, que tivemos a graça de encontrar e, por isso, de poder respeitar, de poder amar como tal, como tão simplesmente é.

O Amor que vos descrevo hoje, é o Amor, o único, em que acredito.

13
Set21

Que sabes?


36782AAA-C2AA-4102-A1A1-C24A49A021E9.png

6DB244ED-05BA-4C5B-A552-48C6CB9464EF.png

Certo ou errado.

Sabem? Não, não sabes.

Que sabes tu?

Que sabemos nós?

Espalhar o bem,

Dissimular o mal.

Mas o que é o mal?

E o que é o bem?

Conhecemos a diferença?

Pelos olhos do outro, que diferença tem?

Pouco sabemos.

Sabemos o que sentimos,

Mesmo não sabendo,

Sentindo somos.

E o que sentes tu?

O que sabemos nós do que sentimos?

Por vezes, nada sabemos.

Ainda assim, sentimos.

E quem sente, o é.

Verdadeiros ou falsos?

Mas somos.

Quando ser é mais que saber.

Somos, mesmo não sabendo

O que realmente somos.

Entre o certo e o errado,

E variadas definições do bem e do mal,

Nada sabemos sobre a verdade.

E a minha verdade,

não é a mesma que a  tua.

Nada sabemos, de verdade.

Num confuso remoinho

Entre ser, saber e sentir,

Sabemos que somos,

Aquilo que sabemos sentir.

E o que sentimos,

Aparentemente, parece-nos ser

A nossa verdade.

 

Poesia sobre o tema "saber" para  página Um tema um poema

 

25
Jul21

O caminho menos percorrido - M. Scott Peck


231B2BA1-E8AB-4C38-BDDB-690B28C5C94B.jpeg

Hoje trago-vos um livro. Um livro que mudou a minha visão do amor, da responsabilidade, religião e da vida, em geral.

Escrito pelo psicoterapeuta americano M. Scott Peck, de uma forma simples e directa, dirige-se várias vezes ao leitor, dando exemplos dos seus casos reais na sua prática, para transmitir algo superior a si mesmo - rumo ao desenvolvimento espiritual.

Uma passagem pelo caminho do autoconhecimento, nas suas várias vertentes: disciplina, amor, religião e graça.

Porque amor não é dependência, tendo de se desvincular do ego, para se tornar verdadeiro, sem esperar recompensa. Para sermos amados, temos de nos tornar amáveis e isso implica disciplina.

O autor descreve o amor como uma forma de estar, assim como o amor a Deus. Sendo Deus, independentemente das crenças de cada um, o objectivo final do nosso desenvolvimento. Cada passinho na nossa evolução, no nosso desenvolvimento, na nossa sabedoria, na nossa identidade, é um passinho mais próximo de Deus.

E reconhecer a graça, aquela mão invisível que nos guia neste caminho difícil, saber acolhe-la e utilizá-la a nosso favor, mesmo sendo uma força para lá do que nos é consciente e tangível.

“O caminho menos percorrido” que implica esforço e disciplina, é um livro muito rico que recomendo, para quem, assim como eu, quer atingir todos os dias uma versão melhor de si próprio.

.

Por aí, já alguém leu está relíquia?

Contem-me!

.

22
Jun21

Na intimidade


99E30523-D496-4583-8331-085B5AA4FB78.jpeg

Intimidade, quando nos despimos e ficamos a sós com a nossa pele, com o corpo. Intimidade de poder espreitar a pele e corpo do outro, sem julgamentos ou preconceitos.
E gostamos de nos perder na pele dos outros. Nos corpos dos outros. Numa intimidade tão peculiar, tão única de corpo em corpo. Como se cada corpo fosse uma história, criamos história em cada pele. De intimidades diferentes, com cheiros e sabores próprios.
E o prazer que é pele na tua pele?


Atrevo me a dizer que o q dá prazer é o sexo, mas ainda mais prazer dá o sexo com intimidade. Porque é na intimidade que assumimos as mais variadas personagens, satisfazemos fetiches possuídos pelos animais que vivem em nós, que fazem parte do mais obscuro e selvagem de nós.


No sexo, somos da nossa real natureza. Na intimidade, misturamos essa natureza com as sensações arco-íris que vêm do coração. Atrevo-me a dizer que a intimidade dá prazer, se formos animais de coração na boca e paixão no olhar. Atrevo-me a dizer que o sexo sem a intimidade de nada vale, a não ser para satisfazer necessidades carnais. A intimidade vem adornar a carne, dar-lhe o sal e a pimenta, para se comer tenra e com mais sabor.

A intimidade vem decorar os contornos dos corpos, descobrir o que faz arrepiar a pele e, mesmo sem maneiras, lambuzar os prazeres escondidos nos vários lábios imorais e extensões voluptuosas que compõe o nosso ser.

Mais sobre mim:

Segue-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Calendário

Outubro 2021

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D