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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

29
Nov20

Generosidade


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Dar o coração, com tudo o que lá vai dentro.
Falo da habilidade mágica de saber dar, sem esperar receber, a generosidade.
Porque é dando, que somos uns dos outros, fazendo-nos chegar perto da verdadeira essência do ser humano. Até do mundo.
Na abundância do que é o amor, esta é a forma mais bonita de se amar, de se ser.
O encanto de ser transcendente num mundo coberto de nadas e ainda assim, preservar este saber, o de dar, porque é um saber com que se nasce e que vem do coração, com tudo o que lá vem dentro.

22
Nov20

Descobri, que não sei falar de amor


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Descobri,

que não sei falar de amor.

Das frescuras do coração

Apenas o sei sentir,

Mas expressá-lo não.

 

Descobri,

que não sei falar de amor.

Julgo saber escrê-lo ao mundo

Na escrita, qualquer sentir

Se torna e se mantém profundo.

 

Descobri,

que não sei falar de amor.

Sei rimar por mera cortesia,

Mas no que toca ao amor

Desculpem, não sei fazer poesia.

 

Poema recitado em: Temjuizo_joana

20
Set20

O coração que trago ao peito


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O coração é confuso.

Irriga-nos os ventres

Dá alimento às células

E vida ao corpo.

Um pequeno órgão,

Com tamanha responsabilidade.

Um pequeno órgão,

Que, em instantes,

é capaz de nos tirar  o sopro

O órgão do amor.

 

O amor é também confuso.

De tão confuso que é

Que me tremem as pernas

Por uma química sem explicação.

É um dar sem imposição de receber,

É o brilho nos olhos,

É saudade.

 

Tudo é confuso,

Numa confusão onde me adoro deitar

Só para sentir.

Sentir o sangue, sentir o amor,

É o vício de querer sentir toda a adrenalina desta tamanha confusão.

 

 

"O coração que trago ao peito" foi um título pensado com a ajuda de todos os meus seguidores, a eles, um ENORME obrigada pela ajuda.

06
Set20

Despedidas de criança


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Ver-te com as lágrimas nos olhos é coisa que me dói...

Tu, que adoras brincar comigo, que és louco por mim, como nunca ninguém foi...

Na hora da partida, ficamos com o coração apertadinho, a desejar que nunca aconteça. E tu, és tão forte, com 3 anos, és mais forte que eu.

Com 3 anos, tentam-te explicar que a vida é feita também de despedidas, quando na tua cabeça só passam histórias de encantar. Não quero que te tirem o brilho dos olhos, nunca.

Mas tu és tão forte, ficas ali, paradinho, não queres assistir a despedidas. Só dizes “não vás embora” na tua língua que só alguns compreendem. De olhos vermelhos, cheios de água, mas não choras. És tão forte, tu, quando a mim só me apetece chorar... e choro... mas tu não. Já sabes que os olhos quando não veem, o coração também não sente, ou não sente tanto. Sabes tão bem disso, que só queres que esse momento passe rápido, para te esqueceres dele e voltares às tuas histórias de brincar. Aquelas que vives com um sorriso. Ou até mais que um.

Digo que te amo, sem saberes ao certo o que isso significa. Como podes tu saber o que isso significa? Tantos adultos ainda nem sabem... Mas tu sabes que é uma palavra importante e retribuis-me porque, certamente, tem o tamanho do que estás a sentir.

 

Imagem por: Catarina Alves - Freezememories_

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