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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

26
Set20

Trivialidades


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Escolho a roupa no dia anterior. Sempre fiz isso, deito-me a pensar na roupa adequada ao evento, nos acessórios que ficarão bem e no calçado.

No cérebro de uma mulher, mesmo a mais ocupada e intelectualmente inteligente, há sempre espaço para calcular este tipo de futilidades.

No dia seguinte, se tenho a sorte de me sentir confortável naquela roupa, despacho-me rápido. Se não, é um problema que me vai ocupar uns bons minutos de indecisão.

A roupa é nada mais que um enfeite. Enfeitamos o corpo com o que a alma se sente melhor.

Visto-me de cores para saberem de que é que é feita a minha essência. Das cores vivas d’um arco-íris cheio de boa disposição.

Artilho-me de acessórios, só porque os tenho e nunca os uso. A minha profissão não permite.

Ponho o meu melhor perfume. Aquele de verão. Tenho dois, gosto de ter dois. Um para o inverno mais carregado, outro para o verão mais leve e floral.

Maquilho-me apenas com um simples rímel, para sobressair os meus olhos pequenos e escuros. Estou morena, não preciso de base ou sequer de blush.

Na cabeça vão os óculos de sol, só porque tenho muitos e nunca os uso, pelo menos, não as vezes que deveria para a quantidade que tenho.

Agarro a mala que escolhi para o conjunto, calço os ténis de última moda, aqueles por que sou louca.

E saiu, fresca, lá vou eu.

 

Imagem por: Catarina Alves - freezememories_

 

10
Set20

O caminho


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Por onde é o caminho?
Gostava que alguém mo ensinasse.
Para onde vou? O que quero, afinal?
Sou feliz sim, mas, e profundamente feliz, sou?
Falo da felicidade eterna, ininterrupta?
Será que existe? Quando a vou sentir?
Não deveria ter objectivos para chegar a ela?
Objectivos pessoais, insanos talvez, a que me deveria querer comprometer?
Gostava de os saber escrever.
Nem os sei, quanto mais escrevê-los.
Toda a gente tem presente os objectivos materiais, profissionais.
Mas e os outros?

Ensinem-me o caminho, que eu não sei.
Qual é a minha missão aqui?
Quais são os meus dons?
Deveria experimentá-los todos, como se me pusesse à prova, é isso?
A vida não pode ser apenas isto:
Nascer, crescer, trabalhar, ter uma casa, criar família, morrer.
Não pode ser só isto. Sim é muito. Mas, quando me atiraram ao mundo, não era só para fazer número.
Há algo de maior em cada um de nós, ainda por descobrir, pelo menos, ainda assim é para mim.
Há algo de heróico em cada um de nós. Um propósito. Qual?
Por onde hei-de eu começar?
Mas afinal... por onde é o caminho?
.

.

Alguém desse lado com as mesmas questões?

 

06
Set20

Despedidas de criança


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Ver-te com as lágrimas nos olhos é coisa que me dói...

Tu, que adoras brincar comigo, que és louco por mim, como nunca ninguém foi...

Na hora da partida, ficamos com o coração apertadinho, a desejar que nunca aconteça. E tu, és tão forte, com 3 anos, és mais forte que eu.

Com 3 anos, tentam-te explicar que a vida é feita também de despedidas, quando na tua cabeça só passam histórias de encantar. Não quero que te tirem o brilho dos olhos, nunca.

Mas tu és tão forte, ficas ali, paradinho, não queres assistir a despedidas. Só dizes “não vás embora” na tua língua que só alguns compreendem. De olhos vermelhos, cheios de água, mas não choras. És tão forte, tu, quando a mim só me apetece chorar... e choro... mas tu não. Já sabes que os olhos quando não veem, o coração também não sente, ou não sente tanto. Sabes tão bem disso, que só queres que esse momento passe rápido, para te esqueceres dele e voltares às tuas histórias de brincar. Aquelas que vives com um sorriso. Ou até mais que um.

Digo que te amo, sem saberes ao certo o que isso significa. Como podes tu saber o que isso significa? Tantos adultos ainda nem sabem... Mas tu sabes que é uma palavra importante e retribuis-me porque, certamente, tem o tamanho do que estás a sentir.

 

Imagem por: Catarina Alves - Freezememories_

24
Ago20

Ode ao vinho tinto


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Tinto, tinto, meu encarnado

Escorregas sempre bem.

Boa uva, boa casta

E o branco vai também.

 

Dás-me calor ao corpo

Cor às bochechas,

Muito riso no rosto,

Sensível e lamechas.

 

Sou tua amante,

Por me afagares as memórias.

Desde que haja bom vinho,

Haverão sempre boas histórias.

 

Inspiras-me bastante,

Também me deixas a boca seca.

E não menos importante,

Proporcionas-me uma boa soneca.

21
Ago20

A história de um lago


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Era uma vez um lago que servia de casa a alguns animais.

Uma casa grande com uma ponte, fetos, pedras e nenúfares.

No lago viviam rãs, que treinavam as suas vozes durante a noite, dando música a quem os queria ouvir.

No lago viviam também lagostins, já viveram peixes, se bem que agora não tenho visto nenhuns...

A minha mãe criou a D. Ilda em casa, uma tartaruga cheia de requintes, pança cheia e sempre com os melhores tratos. Quando ela atingiu a idade adulta, deu-lhe o lago, como o maior presente que qualquer tartaruga gostaria de ter.

Facilmente a D. Ilda se adaptou ao novo lar. Adora esconder-se debaixo dos nenúfares e parece-me fazer amigos e inimigos também. Portanto, dá-se bem na sua nova casa.

Vim ver a D. Ilda, enquanto estava de férias.

A D. Ilda tem estado a ser bem alimentada! Diariamente, com grandes doses de granulado, como se fazem aos cães. Já a vi escondida perto da ponte mas, ela fugiu para debaixo da planta flutuadora, onde ela gosta de estar! Entretanto, já comeu mais um lagostim... mas, as rãs também podem ser as culpadas do desaparecimento dos pobres coitados. Não sei se elas gostam de lagostim para o jantar, mas a D. Ilda parece gostar!

Era uma vez um lago, onde agora vive a D. Ilda.

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