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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

14
Fev21

Feliz dia do amor


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Hoje é dia de falar de amor.

Que clichê, não é? Aproveitar-me do São Valentim para escrever sobre o sentimento com mais tentativas de descrição no mundo.

Mas hoje quero mesmo falar-vos de amor. Porque o mundo precisa mais dele do que o(a) vosso(a) namorado(a).

Hoje, mais do que falar de amor, vamos ser amor. Mas vamos ser para sempre!

Prometam-me! Prometam-me que vão sempre amar o próximo sem sequer pestanejar. Prometam-me que se vão ajudar, partilhar, sorrir e serão gentis.

Prometam-me que o dia do amor, será todos os dias.

Hoje quero ser o vosso Valentim e lembrar-vos que o Amor é a forma mais gratificante de se viver. E amor não é só por quem partilhamos os lençóis, é também com quem partilhamos a Terra - o nosso lar.

Por isso, em nome da Terra e de toda a humanidade, prometam-me, escolherão sempre o amor. E já agora, acrescento a empatia.

Sejam amor e empatia!

 

E tenham um feliz dia do amor, hoje e sempre!

 

Imagem: Catarina Alves - freezememories_

29
Nov20

Generosidade


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Dar o coração, com tudo o que lá vai dentro.
Falo da habilidade mágica de saber dar, sem esperar receber, a generosidade.
Porque é dando, que somos uns dos outros, fazendo-nos chegar perto da verdadeira essência do ser humano. Até do mundo.
Na abundância do que é o amor, esta é a forma mais bonita de se amar, de se ser.
O encanto de ser transcendente num mundo coberto de nadas e ainda assim, preservar este saber, o de dar, porque é um saber com que se nasce e que vem do coração, com tudo o que lá vem dentro.

13
Set20

O ciclo


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Gosto de um dia bem planeado, apesar de amar a espontaneidade. Gosto de ter o dever cumprido nas tarefas a que me comprometi, mas também gosto de andar ao sabor do vento.
Planos para a vida? Talvez já os tivesse, talvez já tenha realizado alguns.
Mas não é mais interessante quando a própria vida nos surpreende? Eu acho que sim. Quero acreditar que sim, que haverá dias que a vida me prega surpresas daquelas de ficar com o frio na barriga e os olhos brilhantes.

Ter um dia planeado é optimo, mas uma vida planeada pode ser frustrante.
Ter datas marcadas para os eventos importantes, aqueles que ficarão para sempre tatuados em nós. Isso não funciona para mim, amante das surpresas da vida e da autenticidade.
A autenticidade não permite assim, pela sua própria natureza.
Os ciclos da vida não devem ser automáticos. Não quero ser automática, nem que a vida seja tão básica como a mecânica. Não tem a magia de que sonho!
Somos instintivos, mas não somos tão rasos assim.
Os instintos formam os seus próprios ciclos, acho eu. O meu ciclo não tem de ser igual ao teu, nem no mesmo tempo, nem do mesmo tamanho ou nas mesmas condições.
Mas continuam a pressionar-nos para todo um mesmo ciclo automatizado. Quero eu acreditar que é cultural, talvez. O ciclo sempre foi o mesmo desde há séculos e os hábitos tornam-se as raízes poderosas de uma árvore centenária, trespassando-nos as vísceras, de geração em geração.

Não quero fazer parte dessa massa. Quero ter um ciclo só meu, desprovido de planos pontuais e rigorosos. Só porque a vida fará o seu próprio trabalho. E eu confio que o fará da melhor forma, à minha medida.

Imagem por: Catarina Alves - freezememories_

30
Ago20

Nações irmãs, rótulos e preconceitos


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Dizem que a língua portuguesa é traiçoeira. Traiçoeira a língua, de capacidades mesquinhas. Caracterizam o povo do samba, como gente cheia de segundas intenções. De língua afiada, falam das mulheres carnudas, de bumbuns esculpidos, com azedume no palato. Mulheres da vida, cheias de interesse económico. Quando se esquecem, essas línguas, de mudar o ângulo oftálmico.
Os amantes do carnaval, samba no pé, bebida na mão, expõem-se na malandragem, assim vê o português acanhado e tacanho.
Vêm do Rio, São Paulo, locais com boas praias, caipirinhas e cascatas, dos sítios onde são gravadas as novelas. E tão boas novelas têm, dizem as matriarcas de Portugal.
Você diz que a língua portuguesa é traiçoeira, mas afiada é mesmo a brasileira em qualquer situação. Herdamos este costume de onde? De sua colonização?
Resposta para isso eu não tenho, mas certamente desconheço metade dos estereótipos que me conta. São não mais que preconceito e me sinto no direito, talvez até no dever, de contar para você como vemos Portugal.
Antes, no entanto, peço que não me leve a mau, pois, de fato não penso assim. Enfim, vamos lá!
Não sei de onde surgiu, mas sei que alguém pintou que seus compatriotas são tão burro quanto portas e ainda querem zombar do Brasil. De bigode no rosto e sem vergonha na cara, não passam do preconceituoso quintal europeu que fala, com sotaque engraçado, do povo brasileiro. Prestam somente e talvez para ser padeiro, porque nem para marinheiro serviu. Saíram a caminho das Índias e acabaram por encontrar os índios aqui no Brasil. Por fim, gostaram tanto da terra que decidiram ficar, mas, hoje, em pé de guerra, as nações-irmãs, infelizmente, não fazem mais que se insultar.
É uma pena, de fato, ver que estes traços caricatos que acabamos de descrever são os que se perpetuam na cabeça do povo. Compramos imagens vendidas sem perceber que as diferenças culturais não têm de se estereotipar. Há tanta beleza que se perde nas entrelinhas dessa história, que, se fosse possível, começaria de novo nossa trajetória como irmãos, espalhando aos parentes, aos amigos e até aos desconhecidos a riqueza de nossa ligação. Somos uma mesma humanidade e as ideias pré-formadas devem-se dissipar.
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Um texto em parceria com Emminhasentrelinhas1989 - Vitor Martins, com uma live a falar sobre o assunto.


Obrigada Vitor, pela oportunidade, foi super enriquecedor poder reflectir em conjunto sobre as nações irmãs, uma relação única no mundo inteiro!

A célebre frase que encerra o nosso live:
“Uma das melhores formas de ser português é servir e amar o Brasil” - Jaime Cortesão.

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