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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

19
Mai23

• Cumprimento •


O coração é um lugar sagrado e o céu o palco da magia. Somos filhos deste ilusionismo, irmãos ligados por essas mesmas raízes da terra, que nutrem o cosmos existente no espaço e nos corpos.
Nas mãos pairam as energias da verdade, caminhamos lado a lado, almas eternas, eternamente. A veracidade é o nosso animal de estimação que, num sopro, se evapora como cinzas na brisa outonal.
O coração é um lugar sagrado e as mãos juntas em prece, iluminam o divino em mim. Forças invisíveis, mas poderosas, produzem uma esfera dourada em meu torno e, num único gesto humilde, com as mãos unidas em frente ao peito, curvo-me para saudar o sagrado que vive em ti. Um movimento célebre que serve de metáfora ao cumprimento mais digno entre seres.
Bálsamo que lava as faces de respeito, para que prossigamos juntos, de mãos dadas às fés que escoam no amor. Somos essências desiguais respeitadas num todo, através de um gesto encorpado desse significado.
Filhos do mundo, de liberdades que atravessam (pre)conceitos, habitantes de uma só pele, um lar, dádiva da vida em comunidade.
E em homenagem ao propósito, seguimos pelos caminhos da libertação, cientes de que a simplicidade é indispensável e a gratidão, o melhor lugar.

04
Mai23

Terreno baldio


Um embaraço, sem saber o que faço, ou se desfaço.
O labirinto é longo, mas a saída é só uma. Embrulhei-me nas vontades, nos quereres presos noutros olhares e perdi-me.
Perdi-me de mim, do outro e de mais alguém.
Que labirinto é este só de uma saída?
Um embaraço, onde me desgraço. Corro, corro e nunca alcanço, palpo tudo e tudo é ranço.
Escorregam-me as mãos pelas lamas da ganância, de hipocrisia besuntaram a minha cara, fede a imoralidade.
Dificuldade.
Dificuldade em tirar a venda dos olhos, meter-me em trabalhos e deflorar velhos folhos.
Descobrir.
São fios de novelos emaranhados, mas que terminam num só. No mesmo.
São corpos, braços, pernas, cabelos, fluídos que se ligam todos. No fim.
É amor, ódio, gentileza, inveja, rancor, generosidade, todos misturados na bebida alcoólica das emoções. Alcoolizadas. As moléculas neurais do sentir, mesmo não sentido.
Suspensos. Os roços das memórias do que vivemos, sem viver.
Ausentes. Industrializados numa sociedade omnipresente, sem estarmos em parte nenhuma.
Hesito, paro. Quem faz um labirinto de uma só saída? Não há escolhas, mudanças nem predileção. Não. Não vou correr, andar ou rastejar. Não sigo a mesma direção.
Hesitei e parei.
Escuto. O som é robótico.
Não quero! Jamais!
Escuto. Tic-tac-tic-tac.
Que labirinto é este tão condicionado?
As unhas estão lascadas, o cabelo espigado. Os meus olhos tornaram-se sensíveis à luz, os lábios ressequidos.
Levanto os olhos e tento espreitar a lua que nasce, em busca de um beijo que me molhe a boca de vontades. Não se veem as andorinhas e o céu está a desvanecer.
As peles tornaram-se acinzentadas, áridas.
A liberdade perdeu a cor.

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