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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

24
Fev22

Sentir assimetricamente


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Aqui toda a gente sente que não faz parte, que não integra todos os padrões obrigatoriamente,
Sem um atalho em tom de excepção.
Pelos pingos da chuva seguimos disfarçados de uma normalidade que não existe.
Fizeram coleções de paradigmas em modelos assintomáticos, galgando a concepção do sentir.
Mas,
Aqui toda a gente sente
E toda a gente pressente que existe segundo desigualdades sensoriais,
São as assimetrias que nos tornam especiais.

Como podemos fazer parte
se à parte somos desiguais?
Inventaram o normal,
sem se darem conta que fora dele
se faz arte.
O corriqueiro jamais ostenta
Ou faz brilhar,
São as diferenças no que a gente sente, que se revertem a seres excepcionais.
Estes que, pelos pingos da chuva,
Se ajustam na colectividade
De um normal inventado,
Mas que em mil chuvas se descobre
Que a arte se faz no molhado.
Aqui toda a gente sente
As excepções que intersectam cada ser,
Não se desviem dos pingos!
Deixem-se molhar!
Mostrem as excepções de que são feitos!
Acomodados numa sociedade desarmónica,
Entre o dia e a noite,
A arte passará a ser a essência que se respira.
Aqui toda a gente sente
Que é no sentir que o mundo gira.
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Publicado no Blog - Reflexão nº6 (06/02/2022) da editora @valletibooks
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🎨 Imagem de um pedaço de uma tela de tecido (60x40) pintada por mim em acrílico, de nome - desarrumetria.

13
Fev22

#reflexão, até sempre Avó


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Hoje a história que vos trago não é feliz. Porque não somos felizes sempre, não temos de sorrir sempre, nem tão pouco ser a nossa versão mais positiva.
A vida é cíclica e, se há coisa que sabemos, é que nascemos com uma morte destinada. E vivemos… ignorando a única verdade que temos como certa.
Hoje a história que vos trago, ao contrário de todas as que são feitas por aí, é triste. No meu coração é, verdadeiramente, triste. Cresci de braço dado com esta linda e castiça Senhora, minha avó. Fez-me tantas, mas tantas vezes feliz e, sabem? (Sussurro) Eu acreditava que ela nunca ia morrer, mesmo sabendo que era mentira. O que não vale viver com a crença de que tudo é fácil e mágico? Hoje, a história que vos trago é, na verdade, um conto. Só não é de fadas! Porque a vida, às vezes, dá muito, muito nó, fica toda emaranhada, ao ponto de respirarmos em dor e, não! Não é feliz! Não somos felizes sempre! Se fôssemos felizes sempre, éramos todos uns tolinhos, ignorantes e pouco estimulados.
O conto que vos trago é sobre dor, da mais lancinante que possam sentir. Da perda. A vários níveis… quase uma perda de identidade. De ir perdendo cacos pelo caminho, voltar atrás para os apanhar e já não os encontrar. E sabem? Não tenho de os encontrar, tenho de os reconstruir. Pois sendo a vida cíclica, uma partes morrem, para outras poderem nascer.
E, hoje, se há cacos que guardo, são os que têm pedaços de ti. Porque tu morreste, mas viverás sempre em mim.
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#precisavaescrever

05
Fev22

Amor aos (de)feitos


Sabes que, nas questões do amor, primeiro vem o próprio, depois o recíproco. Porque aceitar e amar incondicionalmente o ser que habita em ti, traduz-se na fonte do amor ao próximo, ou aos demais.

O amor nada mais é que a ânsia por seres melhor a cada dia que vives, então, ama-te, mas ama-te na íntegra. Pois, a perfeição não existe e é tão gracioso amar os defeitos, por ser neles que te acolhes, para revigorares o equilíbrio saudável de saber ser.

Se o amor não fosse nada disto, as imperfeições não seriam estrondosas obras de arte.

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Um poema de amor "sem sufixo", já dizia a Canelas (@eusoua_canelas)

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Publicado no blog da página @valletibooks

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