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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

30
Jan21

Nada do que eu fui me veste agora


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Vestia-me de estampados, dava voz à arrogância e apodrecia na minha própria infelicidade mascarada de satisfação. Vestia-me dos melhores acessórios da presunção e guardava rancor de quem não concordasse comigo. Calçava-me nuns saltos bem altos para falar de um patamar acima, sempre fui uma apaixonada por pódios.

Tudo muito superficial, sujo e de pouca beleza.

Com o avançar da idade, muitos puxões de orelhas, rodeada dos verdadeiros amigos e família de franqueza na língua, percebi que vestir-me de amor era a forma mais leve de viver a vida. Não do amor romântico, não! Desse, acho que sempre tive que chegasse. Falo do amor próprio, do amor pela vida, pelo universo, pela existência. Esse amor infinito e de contornos dourados, que nos enche a alma e o coração. Deixei as competições de lado, deixei as futilidades, os preconceitos, e dei lugar à aceitação, à minha e à de todos os seres presentes na terra. Visto-me, agora, de uma leveza que não tem fim.

Aliás, nem me chego a vestir, sou nua e inteira, bem explícita aos olhos de quem me quer ver. Com as imperfeições de que sou feita, sou pele, pele morena, quente, de sorrisos fáceis, num corpo que dança ao som dos tambores que percutem na euforia que é a minha alma.

Despi-me de hostilidades e a pele, com tudo o que lá vai dentro, passou a ser o meu único adorno.

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📸 by Catarina Alves: freezememories_

03
Jan21

Brindar a Vida


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Não costumo pedir desejos. Para o que eu quero, arranjo sempre um lugar. Neste ano atípico, de adversidades, diferenças e dificuldades, espremeu-se um sumo de uva que me deu bom vinho.
Duma casta peculiar, tirei o proveito de saber ser, de saber estar num corpo em paz, mais consciente. Encontrei a felicidade que vem de dentro, a que não toca peças mas seres, causas e ligações.
Fermentei o amor, na sua forma pura, fermentei o amor próprio e o amor aos outros. Fiz-me rodear das pessoas que vibram o bem, no mesmo comprimento de onda que o meu. Fiz-me em escrita, fiz-me em criatividade e descobri que tenho várias formas que gosto de ser.
O produto final, consagrou-se num bom vinho, fácil de saborear, um vinho aromatizado de sorrisos, com o sabor das pessoas que me querem bem.
E com as cores do que é amor me pinto e vou indo para 2021. Num copo cheio de tudo o que me faz sentir ardente, sorriso na cara e brindo a Vida, num universo que conspirará sempre a favor, de quem traz gratidão ao peito e a empatia nas mãos.

Feliz Vida a todos!

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