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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

15
Abr20

Pensar - Um super poder!


“Nós somos o que pensamos” verdade! Os pensamentos criam-nos, modelam o nosso caracter, criam o nosso mundo. São sinaléticas que nos direccionam nos caminhos da vida, nas nossas escolhas. Se assim é, o que pensamos tem um poder tal que consegue transformar a nossa realidade.

Então, pensar é uma tarefa de grande responsabilidade para nós. Já pensaram nisto?

Pensar, é o nosso poder da invisibilidade. O quão poderoso e sagrado é ser dono dos pensamentos que mais ninguém tem acesso a não seres tu?

Ironicamente, isto dá que pensar…

Os meus pensamentos são tão tagarelas, às vezes ruidosos... Dão-nos tantos estímulos e nós, por vezes, mal reparamos neles. Já pararam para analisar os vossos pensamentos? Ao pormenor? Um a um?

O que já pensaram hoje?

Hoje, vou expor alguns pensamentos aleatórios, inocentes, que me sobressaltam durante o dia. Coisas absurdas, claro! Mas são os meus pensamentos, só meus! E guardo-os numa caixinha mágica porque também eles fazem parte de mim. Hoje, partilho alguns convosco!

(Nota: alerto que, algumas vezes, quando penso dirijo-me a mim na 1ª pessoa do plural - nós. Pois é, ao que parece aqui dentro vivem 2 seres chamados Joanas. Yap, falamos uma com a outra, eu e ela somos um. É a minha companhia. Sendo que tanto eu como ela fazemos parte de qualquer coisa em mim, talvez um clube de chá, ou mais um “club del Vino” qualquer coisa assim, não sei. #estamos juntas)

 

14
Abr20

3 ingredientes e 1 Mousse de chocolate sem culpas!


mousse.jpeg

Ingredientes:

4 ovos

2 Bananas

200g de Chocolate negro (70%)

1 Colher de mel

-------------------------

Confecção:

Bater as claras em castelo dos 4 ovos;

Triturar as  2 bananas (acrescentei aqui uma colher de mel);

Derreter 200g de chocolate negro (eu utilizei de 70%) em banho maria;

Misturar todos os ingredientes num recipente. Colocar no frigorifico por 15 minutos e... VOILÁ!

Fácil, rápida, muito em conta e, o mais importante, SAUDÁVEL!

Deliciem-se! Eu vou comer a minha com os moranguinhos que aqui tenho! Miamiiii!

13
Abr20

O sabor da recompensa


recompensa.jpeg

Amar intensamente é uma linguagem que falo fluentemente. Então, amo sem olhar a meios. Mas adoro os meios, adoro os percursos, participar activamente nas jornadas do amor, seja ele qual for. No entanto, suspiro pelos fins a transbordar de expectativas. Aqueles fins com cheiro a prémio. Corro feroz e atrapalhadamente cega pelas expectativas cobertas de recompensas, reconhecimento e aprovação. Como os cães correm, balançando a cauda, à espera do biscoito. Ou, melhor, como a história do burro e da cenoura.

Mas e… quando a cenoura nunca se alcança? Ou apenas conseguimos morder-lhe um pedaço?

Sabe a pouco. Sabe sempre a pouco. Avalio o que dei e comparo com o que me dão. E, será sempre pouco. Claro que, para além de ser uma amante do amor, tinha de ser praticante assídua da tarefa sublime que vos trago hoje: cobrar.

Pratico-a mesmo sabendo que é errado, sabendo que o amor não pede nada em troca, não tem cenouras, que é voluntário. E pior, às vezes, nem dou conta. Bom… claro que dou conta não estivesse eu a escrever sobre isto.

Não atribuo as culpas só às expectativas, também a falta de reconhecimento tem o seu papel influente nisto. Cobro por dar o melhor de mim, por fazer tudo pelo outro, por amor, por gosto, por prazer, por compaixão. Encho o peito de orgulho de saber que fiz e dei tudo de mim. Mas não chega! Agarro no orgulho e ando com ele ao peito, inchado, para dar nas vistas. Ainda faço uns sons de alerta e expirações profundas daquelas ruidosas, só para chamar a atenção e ter uma reação do outro lado. Ora… não sou digna de saborear uma cenourinha? Cá estou eu a cobrar.

Mesmo não correspondendo às expectativas, que isso já deitei a perder, cobro quando não há reconhecimento de todos os meus feitos, das calorias, das energias, do tempo que gastei, do amor que depositei. Não há reconhecimento, é simplesmente mandado ao lixo, ao abandono, ao esquecimento. Dói. Pois, dói.

Cobro por saber que mereço. Fiz por merecer. Dói ainda mais.

Eu sei, sei que devemos amar sem cobrar, sei que devemos dar sem querer nada em troca. Cobrar é uma travagem brusca na espontaneidade do receber. E quem não gosta de receber amor espontaneamente, assim de surpresa? Até sabe melhor! Quem prefere receber amor forçado? Ninguém. Então cobrar é um veneno! Um veneno fatal para o amor. Um veneno até para nós que o snifamos. Porque passamos a focar-nos apenas no que nos faz falta, na cenoura, depositamos energias na espera por recebê-la, desligando-nos do mundo interior e do que nos rodeia. Um veneno! Snifar disto só faz crescer insatisfação.

Mas libertar-nos disto é um processo cheio de espinhos. O processo da gratidão, do amor sem limites, da paz interior. O processo onde o motivo é o mais importante. E o motivo não é a cenoura, não é a recompensa final. O motivo é o amor, na sua forma mais cristalina e humilde de ser. 

Este processo seria mais fácil se todos os seres humanos também o praticassem. É injusto para os que dão amor e a vida, se for preciso. Porra, é injusto! Mas amar deliberadamente, sem cobrar, é também ter fé que essa justiça não nos cabe a nós e que esse é o caminho moral.

Então, tem juízo, Joana! Cobras prontamente o amor às pessoas que te são tudo, quando nem consegues cobrar dinheiro a quem te é nada. Coerência, se faz favor, e, deixa-te de merdas!

Amar para dar o que temos, amar, sem que os egos comparem, o que nos dão. E essa é a verdadeira forma de amar. No amor, a cenoura não deve estar à frente, porque o motivo deve estar em nós.

Imagem por: Catarina Alves - Freezememories_

10
Abr20

Uma reserva natural


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Por portas entreabertas foste vendo um vulto, cheio de aspirações. Pelas frechas foste observando e convivendo, ganhou forma e cor. Foste farejando e assimilando o cheiro da minha pele, a textura áspera da personalidade, rastreando todos os meus sinais.

Espreitas-te a minha alma, vezes e vezes sem conta. Umas vezes camuflado, sorrateiro, outras vezes destemido. Sempre te deixei a porta entreaberta para que entrasses sempre que quisesses. Nunca tive receio de te mostrar os meus segredos, até os mais obscuros e isso sempre te fascinou, a franqueza, a autenticidade. Não tinha nada a perder.

E foste espreitando, decorando as minhas expressões faciais, sem precisar de falar. Conhecendo-me cada devaneio, dominando a frequência de emissão do meu Eu. Silencioso, estiveste tantas vezes em mim, que, por milagre, te capacitou de amar em largo espectro, do lado iluminado ao mais obscuro.

Apaixonámo-nos inocentemente por cada traço marcado, por cada forma do nosso ser.

Por trás dessa porta há desejo e há amor, até nos detalhes. Por trás dessa porta encontrarás sempre a cumplicidade de quem te quer bem e um corpo quente para te acolher.

Se as almas gémeas existem? Não sei. Prefiro ter-te, tenhas que nome queiram chamar. És de espírito liberto, simples, mostras-te insensível, mas tens os sentidos apurados. Temos uma forma selvagem de amar. Sem cuidados especiais, casta. Com doses definidas de adrenalina, inocência e ignorância.

Juntos, somos uma reserva natural de nós mesmos, onde habitam por inteiro as nossas almas. Selvagens, puras, tanto na dor como na forma de amar. Vivemos o amor em anarquia, vemos exoticidade na igualdade e no caos.

Aqui, ouvimos e sentimos com o coração. As palavras são menos fraudulentas, menos processadas, menos mastigadas. Já sem portas entreabertas.

Aqui, nesta reserva natural, preserva-se a beleza do nosso amor, sabendo que somos um do outro, dentro da liberdade de cada um.

Imagem por: Catarina Alves - Freezememories_

09
Abr20

Dias grisalhos


dias grisalhos.jpeg

A chuva recolheu-me, trespassou-me um calafrio dos pés até à alma, faz de mim prisioneira da melancolia

Como se a alegria fosse crime e o humor um defeito.

Aqueles dias cheios de tempo para fazer o que apetece. Mas que, pelo eterno ciclo da insatisfação, não apetece fazer nada.

Dias onde o olhar vê sombras, dias onde a vontade é escassa

A posição horizontal e a apatia triunfam, em dias de um cinzento grisalho.

Onde na solidão já nem fazes parte.

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