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Tem juízo, Joana!

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

Entre o certo e o errado, o perdido e o achado, o dito e o não dito, encontros e desencontros, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

27
Fev21

De um poder absoluto


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Num turbilhão de história, de evolução, criaram-se etapas, conceitos, regras, criaram-se sequências comportamentais intituladas como "normais" ou "habituais", foram determinadas fases de vida onde é suposto acontecer isto ou aquilo.

Na imensidão do que é ser, definiu-se o que é certo e o que é errado, sem contextualização.

Questiono-me que sentido faz alguém ter a capacidade divinal de distinguir o certo do errado, num mundo cheio de adversidades e diferenças. Quem foi esse alguém que determinou o que é certo ou errado para mim, que me indicou os caminhos mais corretos. Quem?

Achamos que temos poder de escolha, mas em certa parte, não o temos. Somos ovelhas que seguem o rebanho, o da sociedade, com os valores, princípios e regras previamente estabelecidos. Quem foge ao rebanho é visto como esquisito ou louco. Que sistema de justiça é este que faz da abrangência de todos os seres, um contrato com pré-requisitos próprios?

As etapas e as fases da vida humana foram de tal forma enraizadas na medula óssea das pessoas, que deixaram de haver relógios biológicos, para serem substituídos por alarmes. Deixamos de ser surpreendidos pela magia do amor, para procurarmos descomedidamente um par para partilhar a vida. Tomámos a solidão como algo errado, para nos fazermos rodear de tudo e todos. Perdemos a audição para o nosso interior, para ouvirmos as vozes que vêm de fora e nos dizem o que devemos fazer, porque é assim. É assim que a vida funciona, porque alguém a pôs a funcionar assim, em massa.

É como jogar um jogo onde alguém, de um poder absoluto, já te ditou as regras.

Mas, trata-se de uma vida. Trata-se da minha vida, da tua, das nossas vidas, que tivemos a sorte de ter esta oportunidade. De poder sentir a vida.

A "grande" sorte de nascermos já limitados a regras, a princípios, a conceitos onde temos forçosamente de encaixar.

foto by Catarina Alves - @Freezememories_

20
Fev21

Solidão


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Num mundo recheado de gente, somos de um recheio nutrido de nós por nós mesmos. Seremos sempre sozinhos. Presos à nossa pele, às nossas emoções, pensamentos e sentimentos.

Nascemos nesta casa que é o nosso corpo, limitado pela nossa pele. Conectamo-nos ao mundo através da voz, gestos, expressões e da energia que carregamos dentro.

Num mundo virado para o umbigo, distraído destas conexões, a solidão torna-se assídua, dando-nos a mão repetidamente.

Neste embalo que nos traz a mão da solidão podemos ser inteiros e livres de julgamento. Na solidão conseguimos ser amor, o do amor próprio, onde somos suficientes.

A solidão nas noites frias, é solidão de nós mesmos. Num vazio que nem nos encontramos. Não pertencemos a ninguém, nem fazemos parte de nós. Essa sim, uma solidão emocional, de dor aguda, que faz frieiras no coração.

Temos de ser o bastante para nós, para depois sermos de sobra para os outros.

Porque solidão, seremos sempre, é uma condição da vida humana. Estaremos sempre sozinhos dentro de nós e garanto que ninguém estará lá connosco. Os outros serão apenas recheio, que acrescentam sabor ao conteúdo do nosso ser.

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Texto para o IV encontro da escrita da @omundonasentrelinhas com o tema “Solidão”.

14
Fev21

Feliz dia do amor


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Hoje é dia de falar de amor.

Que clichê, não é? Aproveitar-me do São Valentim para escrever sobre o sentimento com mais tentativas de descrição no mundo.

Mas hoje quero mesmo falar-vos de amor. Porque o mundo precisa mais dele do que o(a) vosso(a) namorado(a).

Hoje, mais do que falar de amor, vamos ser amor. Mas vamos ser para sempre!

Prometam-me! Prometam-me que vão sempre amar o próximo sem sequer pestanejar. Prometam-me que se vão ajudar, partilhar, sorrir e serão gentis.

Prometam-me que o dia do amor, será todos os dias.

Hoje quero ser o vosso Valentim e lembrar-vos que o Amor é a forma mais gratificante de se viver. E amor não é só por quem partilhamos os lençóis, é também com quem partilhamos a Terra - o nosso lar.

Por isso, em nome da Terra e de toda a humanidade, prometam-me, escolherão sempre o amor. E já agora, acrescento a empatia.

Sejam amor e empatia!

 

E tenham um feliz dia do amor, hoje e sempre!

 

Imagem: Catarina Alves - freezememories_

13
Fev21

Natureza Selvagem


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Esquecemos as nossas origens

Filhos da natureza e toda a sua coletiva

Somos linhagem desta terra

Temos cânticos nos ossos

E beleza instintiva

 

Esquecemos que somos de carne

Que movemos energia

Distraídos, no que criámos

Alheios às estrelas, aos astros,

E ao mar que também nos influencia

 

Absorvidos no caminho a percorrer

Perdemos a natureza selvagem

E a nossa identidade

Lembrem-se que,

Florescemos a partir da alma,

E através da nossa criatividade.

 

30
Jan21

Nada do que eu fui me veste agora


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Vestia-me de estampados, dava voz à arrogância e apodrecia na minha própria infelicidade mascarada de satisfação. Vestia-me dos melhores acessórios da presunção e guardava rancor de quem não concordasse comigo. Calçava-me nuns saltos bem altos para falar de um patamar acima, sempre fui uma apaixonada por pódios.

Tudo muito superficial, sujo e de pouca beleza.

Com o avançar da idade, muitos puxões de orelhas, rodeada dos verdadeiros amigos e família de franqueza na língua, percebi que vestir-me de amor era a forma mais leve de viver a vida. Não do amor romântico, não! Desse, acho que sempre tive que chegasse. Falo do amor próprio, do amor pela vida, pelo universo, pela existência. Esse amor infinito e de contornos dourados, que nos enche a alma e o coração. Deixei as competições de lado, deixei as futilidades, os preconceitos, e dei lugar à aceitação, à minha e à de todos os seres presentes na terra. Visto-me, agora, de uma leveza que não tem fim.

Aliás, nem me chego a vestir, sou nua e inteira, bem explícita aos olhos de quem me quer ver. Com as imperfeições de que sou feita, sou pele, pele morena, quente, de sorrisos fáceis, num corpo que dança ao som dos tambores que percutem na euforia que é a minha alma.

Despi-me de hostilidades e a pele, com tudo o que lá vai dentro, passou a ser o meu único adorno.

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📸 by Catarina Alves: freezememories_

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